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Investigação avança e surgem nomes influentes explicando suspensão de depoimentos

PF suspende novos depoimentos de ex-sócios do Master após relatório ao STF apontar ligações entre Vorcaro e autoridades, ampliando a investigação

Sede do Banco Master, em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal suspendeu novos depoimentos de ex-sócios do Banco Master, incluindo o CEO Daniel Vorcaro, no fim de janeiro, possivelmente relacionado a um relatório ao presidente do Supremo Tribunal Federal sobre uma possível ligação entre o ministro Dias Toffoli e Vorcaro.
  • O relatório, já em elaboração, apontava evidências de contatos formais entre Toffoli e Vorcaro, levando as defesas a argumentarem que os clientes não tiveram acesso a todas as provas, o que justificou o silêncio durante os depoimentos.
  • A decisão ocorreu duas semanas após a segunda fase da operação Compliance Zero, quando a PF já tinha acessado dados de aparelhos apreendidos e indicava contatos entre Vorcaro e autoridades.
  • Os depoimentos marcados para os dias vinte e sete e vinte e oito de janeiro foram cancelados; apenas o ex-diretor de compliance do Master, Luiz Antônio Bull, prestou esclarecimentos, ainda sob sigilo.
  • O inquérito envolve irregularidades na venda do Master ao BRB e possíveis ligações políticas e jurídicas de Vorcaro; a PF recebeu quase quarenta aparelhos, cinco deles atribuídos a Vorcaro, o que ampliou o conjunto de provas. Vorcaro informou ao Senado que pode comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos no dia vinte e quatro de fevereiro.

A Polícia Federal suspendeu, no fim de janeiro, a oitiva de ex-sócios do Banco Master, incluindo o CEO Daniel Vorcaro. A medida pode estar ligada a um relatório encaminhado ao ministro Edson Fachin, do STF, sobre possíveis ligações entre Toffoli e Vorcaro. Defesas alegaram ausência de acesso a provas.

A segunda etapa da operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, ampliou o volume de dados apreendidos. Investigadores coletaram quase 40 aparelhos, dos quais cinco pertencem ao empresário, permitindo novos cruzamentos de informações. As equipes avaliam impactos na continuidade dos depoimentos.

Após o incremento das provas, as defesas informaram o direito ao silêncio durante os depoimentos marcados para 27 e 28 de janeiro, citando a falta de acesso integral aos conteúdos. O objetivo era esclarecer ligações políticas, jurídicas e empresariais associadas à venda do Master ao BRB.

Na primeira fase, em novembro, a PF apreendeu um celular de Vorcaro cujo acesso não foi informado pela empresa. Na segunda etapa, o material incluía itens de Vorcaro, o que elevou a complexidade da apuração. A Justiça mantém sigilo sobre o teor de parte dos depoimentos.

A investigação busca esclarecer irregularidades na venda do Master ao BRB e possíveis proteções políticas ou jurídicas para Vorcaro. O avanço técnico das análises tem sido apontado como fator para reavaliar a necessidade de redesenhar depoimentos, com prazo até março.

A única oitiva efetiva, em 27 de janeiro, foi com o ex-diretor de compliance do Master, Luiz Antônio Bull, com cerca de uma hora de duração. O conteúdo permanece sob sigilo, conforme apuração. A PF continua a cruzar dados dos aparelhos apreendidos.

Daniel Vorcaro informou ao Senado, nesta semana, que está disposto a prestar esclarecimentos à CAE em 24 de fevereiro. Não há confirmação de nova oitiva da PF até o momento, e Vorcaro permanece em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde novembro.

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