- BNP vence eleições parlamentares em Bangladesh, com 185 cadeiras garantidas na Jatiya Sangsad (câmara de 300 membros), segundo canais de TV.
- O partido mira alcançar 200 cadeiras e uma maioria de dois terços, segundo líder Amir Khasru Mahmud Chowdhury.
- Oponentes do BNP, Jamaat-e-Islami, reconhecem derrota e conquistaram 56 cadeiras; o partido promete atuar de forma positiva na oposição.
- A eleição é vista como a mais competitiva em anos; a Liga Awami ficou de fora, e a participação deve superar 42% de 2024, com estimativas acima de 60%.
- Simultaneamente ocorre um referendo sobre reformas constitucionais; o resultado ainda não é confirmado, mas jornais locais indicam liderança do “sim”; Hasina, ex-primeira-ministra, diz que a eleição foi uma farsa e está em exílio.
O BNP garantiu uma vitória expressiva nas eleições parlamentares de Bangladesh, chegando a 185 cadeiras na Jatiya Sangsad, Câmara de 300 membros, até as primeiras horas da manhã de hoje. A contagem, acompanhada pela televisão, indicava já uma maioria clara.
À medida que os números avançavam, líderes do BNP sinalizaram a expectativa de alcançar cerca de 200 cadeiras, assegurando uma maioria de dois terços. Um porta-voz do partido afirmou que a trajetória indica vitória esmagadora, com chances de superar a casa dos 200 assentos. Tarique Rahman lidera o BNP como candidato a primeiro-ministro.
Perfil dos envolvidos e contexto da eleição
O BNP é chefiado por Tarique Rahman, filho da ex-primeira-ministra Khaleda Zia. Entre as promessas de campanha estavam apoio financeiro a famílias pobres, um teto de 10 anos para o mandato do primeiro-ministro, estímulos econômicos com atração de investimentos estrangeiros e políticas anticorrupção.
Oposição reconhece derrota
O principal concorrente do BNP, o Jamaat-e-Islami, liderado por Shafiqur Rahman, conquistou 56 cadeiras e afirmou que adotará uma política positiva em vez de apenas atuar na oposição. A derrota foi, segundo Rahman, reconhecida pela legenda.
Participação e contexto eleitoral
Apesar do resultado contundente, a eleição foi apresentada como a mais competitiva em anos. A Liga Awami, antiga governante, foi impedida de concorrer. A participação de eleitores parecia aumentar, com estimativas iniciais superiores a 60% entre os eleitores registrados, frente a 42% na eleição de 2024.
Mais de 2 mil candidatos disputaram cadeiras, incluindo independentes, em uma eleição com 50 partidos. Um distrito eleitoral adiou a votação após a morte de um candidato, ampliando o registro de disputa.
Referendo simultâneo e desdobramentos
Paralelamente, houve referendo sobre reformas constitucionais que preveem a criação de um governo interino neutro, a reestruturação do Parlamento, maior representação feminina, maior independência do Judiciário e um limite de dois mandatos para o cargo de primeiro-ministro. Não houve divulgação oficial do resultado, mas um jornal local indicou liderança do voto a favor.
Farsa e relação regional
A ex-primeira-ministra Hasina, que enfrenta exílio na Índia, classificou o pleito como uma farsa planeada, sem a participação real dos eleitores. A declaração enfatizou a necessidade de eleições livres sob um governo provisório neutro. Críticos de Hasina observam que o cenário regional envolve tensões com a Índia, com impactos potenciais sobre a influência de atores externos.
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