- Imagens gravadas no estúdio de Pablo Marçal em São Paulo mostram Nahuel Medina, assessor dele, ao lado do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
- Medina publicou o material nas redes no dia 16, gerando desconforto na equipe de Flávio, que busca manter a imagem de moderação.
- Medina já agrediu Duda Lima, marqueteiro do PL, com um soco após confusão durante debate em 2024; Lima levou seis pontos no rosto.
- O assessor afirma, em depoimento à polícia, que agiu em legítima defesa, pretende pedir desculpas pessoalmente a Lima e diz não conhecer o marqueteiro até então.
- O caso está sob investigação por lesão corporal grave contra Lima; depoimento ocorreu em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.
A equipe da pré-campanha de Flávio Bolsonaro lida com desconforto após a divulgação de imagens nas redes sociais que mostram o candidato ao lado do influenciador Nahuel Medina. Medina é conhecido por ter chegado a golpear o marqueteiro Duda Lima, atual líder provável da comunicação da campanha.
As imagens foram gravadas em um estúdio de Pablo Marçal, em São Paulo. Marçal, empresário, disputou a prefeitura da capital paulista em 2024 pelo PRTB e tem gravado entrevistas com candidatos de direita, incluindo Flávio Bolsonaro.
Medina, assessor de Marçal, teve acesso ao pré-candidato e publicou o material em suas redes no dia 16. Pessoas próximas a Medina dizem que Flávio não sabia quem ele era, o que gerou apreensão sobre a imagem de moderação que a campanha busca transmitir.
Agressão anterior e posição dos envolvidos
Duda Lima não comentou o episódio. Lima foi agredido por Medina durante uma confusão após Marçal ter sido expulso de um debate em 2024; ele recebeu seis pontos no rosto. Medina assumiu, em nota, que o soco foi erro e disse que pretende pedir desculpas pessoalmente.
Flávio Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, não retornaram contatos da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais sobre o caso.
Investigação e depoimento
Medina é investigado por lesão corporal grave contra Lima. Em 9 de fevereiro, ele prestou depoimento na Delegacia de Barueri, na região metropolitana de São Paulo. O UOL teve acesso às declarações apresentadas à polícia.
Segundo Medina, a agressão ocorreu em legítima defesa, como reação a um empurrão de Lima. O assessor afirmou que filmava Lima por causa de outra confusão ocorrida antes do debate. Medina também disse não conhecer Lima até então.
A defesa do marqueteiro contesta a versão de que houve soco, negando o ocorrido. O relatório policial aponta que, no depoimento, Medina afirmou ter filma-do aproximação antes do episódio.
Contexto de campanha e desdobramentos
A divulgação das imagens ocorre em meio a tensões internas na construção de imagem de Flávio Bolsonaro. Medina discutirá com a polícia as circunstâncias do episódio, com foco em esclarecer a relação entre as equipes envolvidas.
Desde 2024, Marçal tem mantido atuação pública em redes, incluindo a produção de conteúdos de debates para posicionamento político. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
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