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Zelensky condiciona eleições ucranianas a cessar-fogo e garantias de segurança

Zelensky diz que eleições dependem de cessar-fogo e garantias de segurança; EUA não ameaçam garantias, e fim das hostilidades poderia ocorrer até o verão

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Foto: Saul Loeb/AFP
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  • Zelensky disse que eleições na Ucrânia ocorrerão apenas com garantias de segurança e com um cessar-fogo com a Rússia.
  • Ele afirmou que, se houver cessar-fogo, poderia haver eleições e, com acordo russo, as hostilidades poderiam terminar até o verão.
  • Zelensky negou que Washington tenha ameaçado retirar garantias de segurança ou condicionado eleições a tais garantias.
  • Uma autoridade ucraniana informou à AFP que as eleições só serão realizadas quando a situação de segurança permitir, dizendo que o terror russo continua.
  • Um deputado do partido presidencial declarou que não há consenso para realizar referendo ou eleições sob a lei marcial; a ideia foi discutida em Abu Dhabi, com apoio de David Arajamia, mas datas são prematuras.

Volodimir Zelensky afirmou que a Ucrânia realizará eleições apenas se houver garantias de segurança e um cessar-fogo com a Rússia. A declaração foi feita em coletiva de imprensa online nesta quarta-feira.

Segundo o presidente, o caminho para as eleições é simples: instaurar um cessar-fogo e, a partir disso, realizar o pleito. Ele citou a possibilidade de encerrar as hostilidades até o verão, caso a Rússia concorde.

A fala de Zelensky ocorreu após uma reportagem do Financial Times, que mencionou a possibilidade de eleições presidenciais e um referendo sobre um possível acordo de paz antes de meados de maio, sob pressão dos Estados Unidos. Zelensky disse que Washington não condiciona garantias de segurança à convocação de eleições.

Ambas as informações foram corroboradas por autoridades ucranianas, que destacaram à AFP que as eleições só são viáveis com melhora na segurança. O temor é que o terror russo persista sem uma mudança na atividade militar.

Deputado próximo ao governo afirmou que não se pode realizar referendo ou eleição sob a lei marcial, vigente na Ucrânia desde o início da invasão. O deputado confirmou discussões sobre um referendo em negociações com a Rússia, mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, mas ressaltou que datas são prematuras.

Situação de segurança e perspectivas de processo político

  • A Ucrânia condiciona eleições a garantias de segurança e a um cessar-fogo com a Rússia.
  • O governo nega que Washington tenha ameaçado retirar garantias de segurança caso não haja eleições.
  • Autores de negociações destacam que a legalidade sob lei marcial impede plebiscitos neste momento.

A reportagem do Financial Times permanece como referência para o tema, mas as autoridades ressaltam a necessidade de verificação de novas informações antes de qualquer mudança no calendário do país.

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