- O presidente da Amprev, Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira, 11, em meio a investigações sobre aplicações de alto risco do RPPS/AP no Banco Master.
- A Polícia Federal identifica que Lemos e mais dois integrantes do comitê de investimentos teriam aplicado irregularmente cerca de R$ 400 milhões nas Letras Financeiras, também alvo das apurações ligadas ao Master.
- A exoneração ocorre no contexto da operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero.
- O Ministério Público do Amapá investiga a compatibilidade dos investimentos com a política do RPPS, apurando se houve alertas formais sobre os riscos e pareceres contrários ao Master.
- Lemos informou que a gestão manteve a legalidade e citou que o patrimônio da Amprev cresceu 41% entre 2023 e 2025; ele foi indicado pelo senador Davi Alcolumbre.
O presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (11), em meio a investigações sobre investimentos de alto risco da previdência dos servidores estaduais no Banco Master. A medida ocorre no contexto da operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero deflagrada no ano passado.
Segundo a Polícia Federal, Lemos e dois integrantes do comitê de investimentos teriam aplicado irregularmente cerca de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/AP) em Letras Financeiras, ativos que também entraram na mira de apurações sobre o Master.
A Amprev e o Ministério Público do Amapá investigam a compatibilidade dos investimentos com a política do RPPS, verificando se houve alerta formal sobre riscos e pareceres contrários à aplicação no Banco Master. A exoneração visa permitir a atuação independente da Justiça e a identificação dos responsáveis.
Em nota, Lemos declarou manter o compromisso com a instituição, segurados e a verdade dos fatos, afirmando que os procedimentos adotados sob sua gestão observaram a legalidade e permitiram a responsabilização dos culpados. Ele também destacou que o patrimônio da Amprev cresceu 41% entre 2023 e 2025, sob sua administração.
Jocildo Lemos foi indicado ao cargo pelo presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar não é investigado pela Polícia Federal, segundo informações oficiais.
Entre na conversa da comunidade