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OTAN é vista como aliança debilitada

NATO é descrita como “zumbi”; europeus precisam liderar a recuperação e fortalecer a defesa para evitar o colapso da aliança.

Performance artists covered in clay to look like zombies walk trance-like through the city center in Hamburg, Germany on July 5, 2017.
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  • A Nato é descrita como uma “aliança zumbi”: a estrutura formal existe, mas o espírito de defesa coletiva, previsto pelo Artigo V, parece ausente entre aliados europeus.
  • A crise envolvendo Groenlândia, discutida na Conferência de Segurança de Munique, expõe a fragilidade da credibilidade dos Estados Unidos na aliança.
  • Discursos de minimização não devem ocultar a necessidade de Europa assumir mais responsabilidade pela defesa, com foco em ações concretas e investimentos reais.
  • O aumento do gasto de defesa para até 5 por cento do PIB andou sendo discutido na cúpula de The Hague em 2025, e há passos para criar uma “pilha” europeia independente de defesa dentro da OTAN.
  • Exercícios como Steadfast Dart, e o impulso para ampliar capacidades aéreas, espaciais, de lançamentos e inteligência, mostram caminhos possíveis para revitalizar a aliança sem depender exclusivamente dos EUA.

NATO enfrenta um momento crítico, segundo análises recém-divulgadas. Entidades da aliança dizem que a credibilidade do Artigo V está abalada, apesar de estruturas formais e capacidades militares permanecerem ativas. O tema domina a agenda da Munich Security Conference.

A crise sobre Groenlândia expôs fragilidades na coesão transatlântica. Líderes europeus discutem se é viável manter a defesa comum sem a mesma dedicação norte-americana. A preocupação é que a defesa coletiva dependa menos de compromissos políticos estáveis e mais de cenários de curto prazo.

Durante o fim de semana em Davos, e agora em Munique, cresce a percepção de que a aliança precisa de um modelo de funcionamento mais autônomo. Observadores indicam que a eficiência atual depende de garantias políticas que não estão garantidas.

Crise de confiança e o papel dos EUA

O governo dos Estados Unidos, sob a primeira gestão de Donald Trump, gerou dúvidas sobre o compromisso com a aliança. Recrudesceu o tom crítico e questionou o valor do gasto europeu, além de insinuar mudanças no vínculo de defesa.

Na sequência, houve retratos de unidade sob Joe Biden, com cooperação firme na resposta à invasão russa da Ucrânia. Países europeus aumentaram investimentos em defesa e houve adesão de Finlândia e Suécia à aliança.

Ainda assim, novas declarações sobre Groenlândia mostraram que a ameaça de excluir aliados não é apenas retórica. A tensão elevou a percepção de que a credibilidade de NATO depende de ações concretas para além de promessas.

Caminhos para fortalecer a aliança

Especialistas defendem que a Europa deve amadurecer um eixo de defesa próprio, com financiamentos mais estáveis e decisões rápidas. A meta é alcançar maior autonomia estratégica, sem abandonar a cooperação com os EUA.

É possível ampliar capacidades em áreas como defesa aérea, espaço, mobilidade estratégica, vigilância e detecção. França e Reino Unido podem ampliar o papel nuclear como elemento de dissuasão regional.

Por outro lado, a cooperação externa pode evoluir para um núcleo de tomada de decisão que influencie a aliança, mesmo sem o envolvimento direto norte-americano em cada operação. Exercícios conjuntos recentes mostraram movimentos nesse sentido.

O que está em jogo no curto prazo

Os próximos dias são decisivos para as lideranças europeias. Reforçar compromissos de defesa, traduzir promessas em resultados práticos e consolidar uma estrutura de decisão própria devem ser prioridades.

Se a aliança falhar em traduzir planos em capacidades reais, a “autonomia europeia” continuará limitada a promessas. O risco é que eventuais crises futuras exponham ainda mais a dependência de decisões de Washington.

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