- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viaja à Casa Branca para encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 11 de fevereiro; a reunião foi antecipada pela renovação das negociações EUA-Irã.
- Netanyahu quer que Israel seja ouvido nas negociações internacionais, cobrando limites ao arsenal de mísseis do Irã e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.
- Trump afirmou que o acordo deve impedir armas nucleares e mísseis, e citou a possibilidade de ataques caso as negociações falhem, já sinalizando aumento da presença militar na região, inclusive com uma segunda força de porta-aviões em avaliação.
- Teerã mantém posição de que suas capacidades de mísseis são não negociáveis e é contra ampliar as negociações para além do programa nuclear.
- Além da pauta nuclear, Netanyahu deve tratar do progresso estagnado na segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, enquanto Trump se posiciona contra a anexação na Cisjordânia.
Benjamin Netanyahu visita a Casa Branca para pressionar Trump
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca nesta quarta-feira. O encontro ocorreu antes de uma reunião prevista para hoje em Washington, antecipada pela reabertura das negociações com o Irã.
Netanyahu chegou a enfatizar que quer que as demandas de Israel entrem nas negociações nucleares EUA-Irã, incluindo limites ao arsenal de mísseis e pressão sobre o apoio de Teerã a grupos aliados como Hamas e Hezbollah.
A reunião teve caráter privado, sem transmissão ao vivo, em contraste com encontros públicos anteriores. O objetivo é assegurar que as preocupações de Israel sejam consideradas no eventual acordo com o Irã.
Pressões sobre o Irã e o apoio regional
Trump reiterou, em entrevista, que o acordo deve impedir armas nucleares e mísseis. Além disso, avaliou a possibilidade de ações militares caso não haja progresso nas negociações.
O governo americano sinalizou que pode enviar uma segunda força-tarefa de porta-aviões ao Oriente Médio, aumentando a presença militar na região, dependendo do curso das conversas com Teerã.
Teerã, por sua vez, mantém posição firme. Um assessor do líder iraniano afirmou que as capacidades de mísseis do país são inegociáveis, apresentando resistência a qualquer expansão das negociações para além do programa nuclear.
Agenda regional e tensões internas
Além da diplomacia com o Irã, Netanyahu tratou da implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, até então estagnada, em meio a disputas sobre a condução da autoridade na Cisjordânia.
Trump sinalizou oposição à anexação na Cisjordânia, dizendo que não há tempo a perder com questões adicionais no momento. O sucesso do cessar-fogo é visto como crucial para a imagem diplomática de ambos.
A próxima rodada de conversas EUA-Irã está marcada para a próxima semana, em meio a medidas militares e diplomáticas de ambos os lados, com impactos diretos sobre a segurança regional.
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