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EUA facilitam produção de petróleo venezuelano sem China e Rússia

Nova licença dos EUA facilita exploração de petróleo na Venezuela, exclui China, Rússia, Irã, Coreia do Norte e Cuba e mira reativar produção até meados de 2026

Petróleo na Venezuela FILE PHOTO: Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas April 16, 2015. Picture taken on April 16, 2015. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/File Photo
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  • O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma nova licença que facilita a exploração de petróleo e gás na Venezuela, mantendo empresas e pessoas de China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã fora dos negócios.
  • A licença autoriza transações para pagamentos, transporte, logística, frete marítimo, seguros e serviços portuários, além da manutenção de operações de petróleo e gás.
  • O documento proíbe qualquer relação com entidades ligadas aos países citados (China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã) ou a seus controladores diretos ou indiretos.
  • O anúncio ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro e em meio a reformas promovidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez para atrair investimentos estrangeiros.
  • A Agência de Informação de Energia dos EUA diz que a produção segue incerta, mas a expectativa é de que as licenças ampliadas restabeleçam níveis próximos aos de antes do bloqueio até meados de dois mil e vinte e seis.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma nova licença que facilita a atuação de empresas na exploração de petróleo e gás da Venezuela, mas restringe a participação de entidades vinculadas a China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã. A medida representa uma flexibilização do embargo econômico imposto ao país sul-americano.

A licença autoriza transações para pagamentos, serviços de transporte, logística, fretamento de embarcações, seguros marítimos e operações portuárias, além de permitir a manutenção de operações de petróleo e gás, com reformas e reparos de itens usados na exploração, desenvolvimento ou produção.

As restrições continuam valendo para pessoas ou empresas associadas aos países citados, bem como para entidades controladas direta ou indiretamente por elas. A carta normativa é publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Reação russa e panorama político

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, informou que as novas restrições configuram discriminação e que Moscou pediu esclarecimentos aos EUA. Lavrov citou que Rússia, China e Irã investiram no setor de petróleo venezuelano.

A flexibilização ocorre em meio a mudanças no governo interino da Venezuela, com leis para atrair investimentos estrangeiros e uma anistia a opositores presos, promovidas pela nova gestão de Delcy Rodríguez. O objetivo é facilitar a recuperação econômica.

A Agência de Informação de Energia dos EUA aponta incerteza na produção venezuelana, ainda que as exportações de petróleo bruto tenham mostrado recuperação em janeiro. Parte do petróleo tem ido para terminais caribenhos, conforme o órgão técnico da Casa Branca.

Contexto e expectativas

Analistas avaliam que a ampliação das licenças pode acelerar a retomada da produção venezuelana, com projeção de que a produção volte aos níveis pré-bloqueio até meados de 2026. A situação envolve negociações regionais, pressões internacionais e a nova política econômica venezuelana.

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