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Câmara dos EUA aprova projeto que exige comprovante de cidadania para eleitores nas midterms

Câmara dos EUA aprova projeto que exige comprovação de cidadania para registro de eleitores no pleito de meio mandato; Senado é improvável de aprovar

Birds fly past the U.S. Capitol building dome in Washington, D.C., U.S., January 4, 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz/File Photo
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  • A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, aprovou o projeto SAVE America Act para exigir comprovante de cidadania dos eleitores nas eleições de meio de mandato, com votação de 218 a 213.
  • O texto seguirá para o Senado, onde, embora haja expectativa de votação, é improvável conquistar os 60 votos necessários para evitar o filibuster.
  • O projeto prevê comprovante de cidadania no registro de voto e estabelece penalidades criminais para funcionários eleitorais que registrarem pessoas sem documentação.
  • Os republicanos também incluem exigência de documento com foto para votação presencial ou por correio nas eleições federais futuras, citando apoio de eleitores em pesquisas.
  • Críticos dizem que a medida restringiria o voto de milhões de cidadãos com dificuldade de acesso a documentos e que faz parte de uma estratégia maior para favorecer o Partido Republicano.

O plenário da Câmara dos Representantes, controlado pelos republicanos, aprovou nesta quarta-feira um projeto que exige comprovação de cidadania para eleitores nas eleições de meio de mandato de novembro. A medida, chamada SAVE America Act, foi aprovada por 218 votos a 213, com apenas um democrata trabalhando a favor. O texto segue para o Senado, onde é improvável obter a maioria de 60 votos necessária para a aprovação.

O projeto vincula o registro de eleitores à apresentação de documentos que comprovem a cidadania, além de prever penas criminais para autoridades eleitorais que registrarem pessoas sem a documentação exigida. Também prevê a exigência de identificação com foto para votantes em eleições federais futuras, incluindo voto por correio.

A aprovação ocorreu cerca de uma semana depois de o ex-presidente Donald Trump ter defendido que os republicanos assumam o controle de eleições em várias cidades. A proposta surge como nova versão de um conjunto de ações sobre votação que já havia sido apreciado pela Câmara em 2023 e 2024, sem aprovação no Senado.

Contexto e Reações

Partidos de oposição afirmam que a medida restringe o direito de voto e dificulta a participação de cidadãos em eleições. Análises independentes destacam que já é ilegal votar sem cidadania em federal, e que casos verificados de participação de não cidadãos são muito raros.

Líderes democratas afirmam que o projeto visa favorecer a maioria republicana, ampliando o controle sobre o processo eleitoral. Em meio a disputas sobre o tema, há também propostas de lei que promovem maior uso de cédulas em papel e restringem votos por correspondência, vistas como alternativas pelos críticos.

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