- Fatema Rajwani, 21, a filha mais nova de seis ativistas, foi absolvida de arrombamento qualificado e de violência grave relacionada ao ataque à fábrica da Elbit Systems em Filton, perto de Bristol, ocorrido em 6 de agosto de 2024, após 18 meses na prisão.
- Ela recebeu fiança na última quarta-feira, após ser liberada pela Justiça.
- O restante dos seis acusados também foi absolvido de arrombamento qualificado; nenhum foi condenado por crime, e o júri não chegou a veredito sobre algumas acusações, como danos criminais e violência pública em relação a alguns co-réus.
- Rajwani afirmou que as verdicts são uma vindicação da causa deles e que o júri considerou todas as evidências, não apenas materiais filtrados pela imprensa.
- O Serviço de Ministério Público (Crown Prosecution Service) informou que pode requerer retrial, enquanto Rajwani descreveu o impacto traumático de 18 meses e disse que está aproveitando a liberdade recém-conquistada.
Fatema Rajwani, 21, a mais jovem entre seis ativistas do Palestine Action, foi inocentada de furto qualificado em relação a uma invasão a uma instalação da Elbit Systems no Reino Unido. O julgamento ocorreu no Woolwich Crown Court, após incidentes em Filton, perto de Bristol, em 6 de agosto de 2024.
A jovem foi liberada sob fiança após passar 18 meses na prisão. Também foi absolvida de tumulto violento ligado ao ato. O júri não atingiu veredicto sobre a agressão contra uma policial, nem sobre danos criminais atribuídos a outros integrantes do grupo.
Segundo a defesa, a violência supostamente ocorrida não foi planejada e houve uso excessivo de força por parte de seguranças. A promotoria afirmou que guardas foram agredidos e que os réus portavam marretas para ameaçar pessoas, o que o júri não comprovou.
Retrial e desdobramentos
A Procuradoria-Geral informou que pretende solicitar um retrial. Rajwani disse que o período de prisão foi traumático, com impactos contínuos em sua vida, tais como sensibilidade a sirenes e a sons de chaves. Ela afirmou que a veredictória mostrou que o público não quer ser vítima de criminalização por apoiar a causa palestina.
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