- Lula chamou as emendas de parlamentares de “sequestro” e, nos primeiros dias de 2026, já autorizou o pagamento de R$ 1,5 bilhão, mais do dobro do mesmo período do ano anterior.
- Atualmente, deputados e senadores recebem 22% de toda a verba federal disponível para investimento.
- O discurso de que “a política apodreceu” aponta para uso de dinheiro público em campanhas e esquemas de corrupção, corroendo o orçamento e prejudicando o povo pobre.
- Para 2026, o Congresso destinou R$ 61 bilhões em emendas, grande parte para campanhas até o meio do ano, com rubrica de “restos a pagar” representando parcela atrasada de resgates de anos anteriores.
- Até o momento, não houve defesa explícita dos cofres públicos por parlamentares governistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante evento do PT, que as emendas parlamentares viraram um sequestro. A crítica ganhou repercussão após reportagem da Folha revelar que, no início de 2026, o governo liberou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas, nível recorde para o período. O valor já supera mais que o dobro do registrado no começo de 2025.
Segundo a reportagem, parlamentares estão ao redor de 22% da verba federal disponível para investimento, consolidando a percepção de uso político de parte do dinheiro público. O texto associa esse uso a campanhas e a esquemas de corrupção, segundo perguntas de ordem pública e política.
Para 2026, o Congresso destinou R$ 61 bilhões em emendas no Orçamento. Parte relevante desse montante deve migrar para ações eleitorais, ainda que parte seja proveniente de restos a pagar. A prática é objeto de debate sobre responsabilidade fiscal e transparência.
Emendas e orçamento
A liberação de valores de restos a pagar inclui parcelas de anos anteriores. O empenho de 2026, segundo a matéria, amplia o papel do Legislativo na destinação de recursos. Não houve manifestação oficial de defesa dos cofres públicos por parte de parlamentares governistas até o momento.
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