Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo libera R$ 1,5 bi emendas para estreitar relação com o Congresso

Governo libera R$ 1,5 bi em emendas até a primeira semana de fevereiro, recorde para o início do ano desde 2016, em tentativa de melhorar relação com o Congresso

Lula e Motta, além de Alcolumbre, tiveram uma grave crise nas relações no segundo semestre do ano passado.
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo liberou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, maior valor para esse período desde 2016.
  • Segundo levantamento da Folha de S. Paulo com dados do painel Siga Brasil, o montante é o maior já pago no início do ano e supera o registrado em 2024.
  • Os valores quitados são de emendas apresentadas em anos anteriores e inscritas como restos a pagar, com pagamentos entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro.
  • A aceleração busca melhorar a relação com deputados e senadores em ano eleitoral, após críticas à baixa execução em 2025; o Planalto prometeu pagar quase integralmente as indicações de 2024, cerca de 97% empenhadas.
  • Do total pago, aproximadamente 1 bilhão refere-se a emendas de 2025, 180 milhões a 2024 e 103 milhões a 2023, já consumindo cerca de 22% do orçamento discricionário federal.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou 1,5 bilhão de reais em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro. O montante é o maior já pago nesse período desde 2016 e ocorre em ano eleitoral, com foco em melhorar a relação com o Congresso.

A informação é de levantamento da Folha de S. Paulo com dados do painel Siga Brasil. Os valores pagos entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro correspondem a emendas apresentadas em anos anteriores e inscritas como restos a pagar.

Integrantes do governo afirmam que a liberação acelerada visa reduzir atritos com deputados e senadores, que reclamaram da baixa execução das emendas em 2025. A mudança veio após o Planalto prometer quitar quase a totalidade das indicações de 2024.

Contexto orçamentário

A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabeleceu que 65% das emendas devem ser pagas até junho em ano eleitoral, pressionando antecipações de repasses. A regra foi mantida para evitar nova crise política, apesar de ter sido imposta contra a vontade do governo.

Dados por ano

Do total pago, aproximadamente 1 bilhão de reais são de emendas de 2025, 180 milhões de 2024 e 103 milhões de 2023. Emendas já consomem cerca de 22% do orçamento discricionário federal, reduzindo a margem para investimentos próprios.

Implicações fiscais

Como consequência, o volume de restos a pagar, hoje superior a 35,4 bilhões de reais previstos para 2026, segue alto. O Planalto ainda não iniciou a liberação de recursos de 2026, concentrando esforços em quitar dívidas antigas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais