- A Polícia Federal aponta que o Amprev rejeitou bancos de primeira linha e direcionou quatrocentos milhões de reais ao Banco Master em menos de vinte dias.
- O conselheiro José Milton Afonso Gonçalves seria o mentor intelectual e principal articulador das operações dentro do Comitê de Investimentos.
- A investigação sustenta que houve omissão de comparativos de risco e rejeição de propostas de Santander, BTG Pactual e Safra, favorecendo o Master pela suposta taxa de retorno maior.
- O presidente do Amprev, Jocildo Silva Lemos, atuou como garantidor institucional, tentando neutralizar resistências técnicas e validou uma visita técnica ao Master, ciente de que a Caixa Econômica Federal já havia recusado ativos semelhantes por risco.
- O juiz Jucélio Fleury Neto afirma que as ações configuram risco ao erário e apontam possível crime de gestão temerária de fundos previdenciários.
Desde a Polícia Federal aponta que o Instituto de Previdência do Amapá (Amprev) rejeitou bancos de primeira linha e apostou no Banco Master, mantendo aportes que somaram cerca de 400 milhões de reais em ativos do banco e ocorreram em um período inferior a 20 dias. A apuração indica que as operações foram realizadas sem considerar riscos e alertas já identificados.
Os investigadores identificaram papéis específicos de dirigentes sob investigação. Entre eles, o conselheiro da Amprev José Milton Afonso Gonçalves é apontado como mentor intelectual e principal articulador das operações dentro do Comitê de Investimentos. A PF afirma que ele omitiu a apresentação de comparativos de risco e rejeitou ofertas de Santander, BTG Pactual e Safra, alegando que o retorno do Master seria superior.
O presidente do Amprev também é citado, com relatos de que teria conhecimento dos riscos, mas os desconsiderou. Jocildo Silva Lemos é descrito como o garantidor institucional que, segundo a PF, neutralizou resistências internas da área técnica. A investigação aponta que ele sabia da recusa da Caixa Econômica Federal em adquirir ativos semelhantes por alto risco, e validou uma visita técnica ao Master como mera formalidade para legitimar a gestão temerária.
Há indícios de crime, conforme o entendimento do juiz Jucélio Fleury Neto, da 4ª Vara da Justiça Federal do Amapá. A autoridade aponta que a gestão temerária de fundos previdenciários da Amprev atinge o interesse do Estado, gerando prejuízo ao erário. A PF ressalta que os atos teriam ocorrido com quebras de controles e ausência de auditorias consistentes para sustentar as decisões.
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