- Pesquisa Compass com mais de mil membros mostrou que, se pudessem escolher, quarenta e dois por cento escolheriam Andy Burnham para suceder Keir Starmer, contra onze por cento para Wes Streeting.
- Burnham tem quarenta e quatro por cento de favorabilidade; Streeting, dezoito por cento.
- O resultado sugere que a maioria dos membros prefere não ter Streeting como candidato, com Ed Miliband e Angela Rayner mais bem avaliados.
- Streeting é visto como candidato provável à liderança, mas fica à direita do partido; ele tem buscado posicionar-se mais à esquerda para ganhar apoio dos membros.
- Estudo da Queen Mary University of London aponta que cerca de quarenta e oito por cento dos membros se descrevem como fairly leftwing; em dois mil e vinte e quatro, o Labour fechou o ano com trezentos e trinta e três mil duzentos e trinta e cinco filiados, queda de mais de duzentos mil desde 2019.
Wes Streeting enfrenta um caminho estreito para alcançar o apoio dos membros do Labour. A dificuldade se acentua diante de sondagens internas que apontam que muitos militantes preferem outros nomes para suceder Keir Starmer.
Antes das grandes eleições locais, uma pesquisa da Compass com mais de 1.000 membros mostrou que, se tivessem liberdade de escolha, 42% apoiariam Andy Burnham como novo líder, contra 11% para Streeting. Burnham aparece mais favorável que Streeting entre o conjunto.
Streeting costuma ser visto como o candidato com maior preparo para um pleito de liderança, mas fica à direita do espectro do partido, tendo histórico de alinhamento próximo a figuras centristas. Em parte, busca readequar-se à esquerda para angariar apoio dos membros.
Entre os nomes de peso, Angela Rayner e Ed Miliband recebem avaliações mais positivas entre os militantes do que Streeting. O estudo também mostra que o perfil dos membros permanece associado ao que é chamado de soft left, mesmo após mudanças recentes.
Dados de outra pesquisa reforçam esse cenário: a maioria dos membros se identifica como de esquerda moderada, conforme levantamento da Queen Mary University of London. O resultado sugere cautela entre militantes diante de propostas mais à esquerda de um eventual líder.
A sondagem coincide com a queda de adesões ao Labour desde 2020, quando Keir Starmer assumiu o cargo. O partido encerrou 2024 com cerca de 333 mil filiados, bem abaixo do pico populacional de 532 mil em 2019.
Especialista ouvido pela publicação afirma que a base tem desilusão com promessas que não se cumpriram. Ainda assim, há espaço para Streeting, desde que comprove ser capaz de vencer eleições e ampliar o apoio entre os membros.
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