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Haddad defende Marx e diz que ele não é responsável pela União Soviética

Haddad defende Marx, critica a União Soviética e aponta fragilidade da democracia; manterá o cargo até o lançamento do livro

Ministro reconheceu carga ideológica de livro ao afirmar que, à frente da Fazenda, não deveria publicá-lo.
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  • O ministro Fernando Haddad afirmou, durante o lançamento do livro em São Paulo, que a democracia brasileira é “problemática” e “um pouco frágil” porque a classe dominante entende o Estado como dela.
  • Haddad disse que Marx não tem culpa pelas ações da União Soviética e que estudou o pensador por divergências entre a teoria e a prática da ditadura de Stalin.
  • O ministro criticou a União Soviética e afirmou não ter curtido o regime socialista, questionando se aquele modelo foi feito em nome de Marx.
  • Haddad informou que não pretendia deixar o cargo antes de lançar a obra, que é uma coletânea de artigos do mestrado em Economia e do doutorado em Filosofia.
  • Sobre a política paulista, Haddad disse que pretende atuar na campanha de Lula e que, mesmo assim, deixará o Ministério da Fazenda.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que a democracia brasileira é “problemática” e “um pouco frágil” porque a classe dominante vê o Estado como propriedade. A afirmação ocorreu neste sábado, em São Paulo, durante o lançamento do livro Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum.

Ele reconheceu que não é recomendável publicar um livro com forte conteúdo ideológico. Durante o debate, criticou a União Soviética e disse não ter “curtido” o país socialista, destacando divergências entre a teoria de Marx e as práticas da ditadura de Stalin.

Haddad questionou se aquela experiência foi gerada em nome de Marx, afirmando que houve confusão entre as ideias do pensador e o autoritarismo do regime. A leitura dele sobre Marx serve para entender o contraste entre teoria e prática.

Sobre o livro e motivações

O livro é uma coletânea de artigos de seus estudos de mestrado em Economia e de doutorado em Filosofia. O ministro revelou que não planejava deixar o cargo antes da publicação da obra, ressaltando que entrar na política teve o objetivo de buscar caminhos.

Ainda na fala, o petista mencionou a própria experiência de vida, destacando origem humilde e trajetória acadêmica. Disse ter superado dificuldades de leitura na juventude e que a formação ocorreu após entrar na faculdade de Direito.

Trajetória e cenário político

Haddad foi substituto de Lula nas eleições de 2018 e tem sido pressionado pelo PT a disputar o governo de São Paulo. O ministro afirmou que pretende atuar na campanha de Lula e, ao mesmo tempo, confirmou que deixará o Ministério da Fazenda.

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