- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, em São Paulo, que a democracia brasileira é “problemática” e “um pouco frágil” porque a classe dominante vê o Estado como dela, durante o lançamento do livro Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum.
- Haddad disse que não é recomendável que o ministro publique um livro com a carga ideológica da obra.
- Em debate, o ministro criticou a União Soviética, afirmou que não gostou do país socialista e reconheceu divergências entre a teoria de Karl Marx e as práticas da ditadura de Stalin.
- O ministro afirmou que não pretendia deixar o cargo antes de lançar a obra, dizendo que entrar na política é tentar encontrar caminhos.
- Haddad, que foi substituto de Lula nas eleições de 2018, disse que pretende atuar na campanha de Lula e, mesmo assim, deixará o Ministério da Fazenda.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a democracia brasileira é problemática e um pouco frágil, por entender que a classe dominante do Brasil vê o Estado como propriedade. A declaração ocorreu neste sábado (7), em São Paulo, durante o lançamento do livro Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum.
Ele ainda reconheceu que não é recomendável que um ministro publique um livro com carga ideológica. Durante o debate, criticou a União Soviética, mencionando divergências entre Marx e as práticas da ditadura de Stalin, e ressaltou a necessidade de avaliar a realidade histórica sem aceitar tudo como verdade.
Haddad informou que não pretende deixar o cargo antes da publicação da obra, alegando que a política serve para buscar caminhos. O livro é uma coletânea de artigos escritos durante mestrado em Economia e doutorado em Filosofia, segundo o próprio ministro.
Contexto político e próximos passos
O ministro destacou que, ao sair do governo, pretende atuar na campanha do presidente Lula, de quem foi substituto na eleição de 2018. Haddad também optou por não adiantar previsões sobre sua atuação futura na política paulista, mantendo o foco na divulgação da obra e em suas atividades no Ministério da Fazenda.
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