- Negociações indiretas sobre o programa nuclear entre Estados Unidos e Irã ocorreram em Muscat, com a participação direta do mais alto comandante militar dos EUA no Oriente Médio pela primeira vez.
- O local originalmente previsto para as conversas era a Turquia; o Irã conseguiu mover o encontro para Muscat e excluir representantes de outros países da região.
- As conversas começaram de forma “útil” e as partes buscaram manter o diálogo, mas há desconfiança mútua considerada um desafio significativo.
- Os Estados Unidos anunciaram novas sanções a entidades, navios e indivíduos ligados ao que é descrito como a frota oculta do Irã.
- Enquanto isso, Canadá e França inauguraram consulados em Nuuk, Groenlândia, como sinal de posição unida; a medida é interpretada como resposta aovoltar de interesses estratégicos na região.
Os EUA e o Irã retomaram, de forma indireta, as negociações sobre o programa nuclear, ocorridas em Muscat, Omã, nesta sexta-feira. O encontro sinaliza potencial reabertura de conversações, após o rompimento formal de diálogo em anos anteriores. A reunião foi conduzida sem presença de demais parceiros regionais conforme a decisão de Teerã.
Pelo lado americano, participou pela primeira vez o comandante militar de mais alto escalão no Oriente Médio, o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA. Do lado iraniano, destacou-se o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Não houve confirmação de participação de delegações de Turquia, Egito, Catar ou Arábia Saudita.
A reunião, inicialmente prevista para ocorrer na Turquia, ocorreu em Muscat com mudanças de venue e exclusão de alguns representantes. Segundo a imprensa, houve encontro direto entre autoridades dos dois países durante as conversas. O porta-voz da Casa Branca não comentou de imediato.
Araghchi disse que o começo foi promissor, mas ressaltou que a desconfiança entre as partes é um desafio. Ele afirmou que o diálogo deve ocorrer em ambiente calmo, sem tensões ou pressões, para avançar nos pontos nucleares.
Nos bastidores, Washington tem sinalizado que pode ampliar o escopo das negociações para discutir programas de mísseis balísticos, apoio a grupos na região e o tratamento aos cidadãos iranianos. Esperam-se avanços práticos na definição de próximos passos.
O governo americano ainda não divulgou um comunicado oficial sobre o encontro. Paralelamente, o Departamento de Estado anunciou novas sanções contra entidades, embarcações e indivíduos vinculados à chamada frota fantasma do Irã, acusada de facilitar a evasão de sanções.
Progresso e contexto regional
- Observadores ressaltam a importância de manter o impulso diplomático diante de tensões regionais.
- Analistas destacam que, embora haja interesse de avançar, divergências sobre o alcance das discussões persistem.
- O desenrolar dos contatos em Muscat será determinante para indicar se há caminho aberto para um acordo nuclear.
Ações externas e movimentação internacional
- A reunião ocorre em um momento de reconhecimento internacional de que o status das negociações influencia a situação no Golfo e no Oriente Médio.
- Washington e Teerã precisam equilibrar pressões internas e considerações estratégicas ao decidir próximos passos.
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