- A Comissão de Assuntos Econômicos instalou um grupo de trabalho para acompanhar investigações sobre irregularidades atribuídas ao Banco Master, com poder de convocar autoridades, aprovar requerimentos de informação e sugerir propostas legislativas.
- O grupo terá quatro titulares e quatro suplentes, incluindo o presidente Renan Calheiros, e reúne outros parlamentares listados na matéria.
- Estão previstas visitas institucionais aos presidentes do STF, Banco Central e TCU, além do diretor-geral da Polícia Federal.
- O texto que cria o grupo foi assinado em vinte e uma de janeiro no Paraguai e precisa passar pela Câmara e pelo Senado; expectativa é votação na Câmara até o fim de fevereiro e no Senado na primeira quinzena de março.
- Paralelamente, há pressão pela instalação de uma CPI do Master; também tramita pedido para uma CPMI com 278 assinaturas, cuja instalação depende de leitura do protocolo pelo presidente do Congresso.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado instalou nesta quarta-feira um grupo de trabalho para acompanhar investigações sobre irregularidades atribuídas ao Banco Master. A ideia é monitorar desdobramentos, convocar autoridades para depoimentos e sugerir propostas legislativas. O grupo terá quatro titulares e quatro suplentes.
O GT foi criado por determinação do presidente da CAE, Renan Calheiros. O plano de trabalho prevê visitas institucionais a autoridades como Edson Fachin, do STF; Gabriel Galípolo, do Banco Central; Vital do Rêgo Filho, do TCU; e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Além de Calheiros, integram o GT Alessandro Vieira, Damares Alves, Eduardo Braga, Esperidião Amin, Fernando Farias, Hamilton Mourão, Humberto Costa, Izalci Lucas, Leila Barros, Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Soraya Thronicke. O objetivo é criar um canal aberto à sociedade para questionamentos e ajustes que envolvam ministérios.
Segundo o senador Nelsinho Trad, o grupo atuará após aprovação do acordo pelo Congresso, funcionando como ponte entre setores e ministérios para demandas específicas. O texto ainda precisa passar pela Câmara antes de seguir para o Senado.
No andamento político, a Câmara discute a possibilidade de ir direto ao plenário, sem comissões, enquanto o Senado deve encaminhar o projeto pela Comissão de Relações Exteriores antes do Plenário. A tramitação completa deve ocorrer ao longo de fevereiro e março, com expectativa de votação na Câmara até o fim de fevereiro e no Senado na primeira quinzena de março.
Paralelamente, cresce a pressão pela instalação de uma CPI para investigar fraudes associadas ao Master. Na segunda-feira, Rodrigo Rollemberg protocolou pedido de abertura de CPI. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o tema entrará na fila entre outros 15 requerimentos.
Há também a possibilidade de uma CPMI, com pedido assinado por 278 parlamentares (42 senadores e 236 deputados). A instalação depende da leitura do protocolo pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, em sessão mista ainda sem data prevista. A abertura da CPMI pode ocorrer imediatamente após essa leitura.
A sede do Banco Master, em São Paulo, ficou sob atenção recente após cercamento com tapumes e cobertura do logo, imagem publicada em 23 de janeiro. A movimentação política envolve temas de irregularidades financeiras e supervisão regulatória.
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