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UE aberta a negociações da união aduaneira com Reino Unido, diz oficial

EU diz estar aberta a discutir laços comerciais mais próximos com o Reino Unido, incluindo possível união aduaneira, em meio a negociações em curso

Rachel Reeves welcomes Valdis Dombrovskis to 11 Downing Street in London.
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  • A Comissão Europeia está aberta a discutir laços comerciais mais estreitos com o Reino Unido, incluindo uma união aduaneira.
  • O comissário de economia, Valdis Dombrovskis, afirmou à BBC que o bloco está pronto para “engajar com mente aberta” nesse tema.
  • As declarações ocorrem em meio a pressão do Labour por uma união aduaneira com a União Europeia, enquanto o governo busca impulsionar o crescimento econômico.
  • Keir Starmer sinalizou interesse em aprofundar vínculos com o mercado único, embora tenha dito que a união aduaneira “não serve hoje ao nosso propósito”.
  • Estão em curso conversas entre UE e Reino Unido sobre acordo veterinário, programa de intercâmbio de jovens e ligação de sistemas de comércio de emissões; há expectativa de cúpula para discutir a relação, ainda sem data definida.

O comissário de Economia da UE, Valdis Dombrovskis, afirmou que a União Europeia está disposta a conversar sobre laços comerciais mais estreitos com o Reino Unido, inclusive numa possível união aduaneira. Os comentários foram feitos após ele falar à BBC e sinalizam abertura para um diálogo com a agenda britânica de retomada de crescimento econômico.

Dombrovskis fez as declarações em meio a encontros com autoridades britânicas, incluindo a ministra Rachel Reeves, em Londres, na segunda-feira. O tom oficial contrasta com tensões políticas dentro do Labour, que avalia caminhos para reforçar ligações com o bloco europeu sem abandonar plenamente as estruturas do Brexit.

Contexto e implicações

O debate sobre uma união aduaneira com a UE colocaria em xeque acordos comerciais do Reino Unido com Índia, Austrália e Japão, que, segundo analistas, não geram ganhos econômicos significativos, mas são símbolos do Brexit. Internamente, o governo britânico avalia que a adesão total ao mercado único exigiria manter as quatro liberdades do bloco, incluindo a livre circulação de pessoas.

O presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, deve defender, em discurso antecipado, a necessidade de uma nova forma de cooperação entre UE e Reino Unido em áreas como comércio, pesquisa, mobilidade e defesa. Paula Pinho, porta-voz da Comissão, destacou que o mercado único continua sendo um ativo crucial e que uma cúpula UE-UK seria o momento para discutir propostas.

Enquanto isso, negociações seguem sobre um acordo veterinário, um programa de intercâmbio estudantil e a conexão de sistemas de comércio de emissões. Em comentário ao Financial Times, o ministro da Secretaria do Gabinete britânico, Nick Thomas-Symonds, pediu pragmatismo para redefinir a relação bilateral, mantendo a posição de não reingressar no mercado único ou na união aduaneira, nem restaurar a livre circulação.

Panorama econômico e político

Autoridades europeias ressaltam que, desde o referendo de 2016, a UE não cede na exigência de manter as quatro liberdades do mercado único. Parte interna da União vê resistência a acordos especiais para o Reino Unido, dada a necessidade de alinhamento com políticas comuns entre os 27 Estados-membros.

Na avaliação de fontes da UE, a direção é buscar reforçar a área única como eixo da relação, ainda que permaneçam divergências sobre a flexibilidade de adesões ao mercado. A expectativa é de que uma eventual cúpula UE-UK possa esclarecer intenções britânicas sobre maior integração comercial.

As discussões ocorrem em meio a um esforço europeu para revitalizar o mercado único, após críticas de Draghi em relação ao ritmo de crescimento e à potencial desindustrialização do continente. A UE prepara-se para uma reunião de alto nível na Bélgica, que visa definir estratégias para fortalecer a cooperação econômica, tecnológica e de segurança entre as partes.

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