- O presidente Donald Trump disse desconhecer o investimento de $500 milhões de um membro da realeza dos Emirados Árabes Unidos na World Liberty Financial.
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- O sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan aceitou comprar 49% da World Liberty Financial por US$ 500 milhões, por meio da Aryam Investment 1.
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- Do montante inicial, US$ 187 milhões foram direcionados a entidades ligadas à família Trump e US$ 31 milhões a uma entidade ligada aos cofundadores da World Liberty Financial.
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- Se confirmado, a Aryam se tornaria a maior acionista da World Liberty Financial, uma startup de criptomoedas associada ao presidente e aos filhos dele, o que suscitou questões sobre governança e capital estrangeiro.
Donald Trump afirmou que desconhecia o investimento estrangeiro de 500 milhões de dólares em World Liberty Financial, confirmado por meio de relatório de imprensa. O chefe de Estado distanciou-se do acordo, que levanta perguntas sobre influência externa e negócios da família presidencial.
Segundo o The Wall Street Journal, o investimento foi feito por uma figura da família real dos Emirados Árabes, o xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan. A operação visaria a compra de 49% da World Liberty Financial.
A transação teria ocorrido poucos dias antes da posse de Trump e foi estruturada por Aryam Investment 1, entidade apoiada pelo xeque. Um montante inicial de 250 milhões de dólares foi desembolsado.
Desse total, 187 milhões de dólares teriam sido destinados a entidades associadas à família Trump, e 31 milhões a um veículo ligado aos cofundadores da World Liberty Financial, Zak Folkman e Chase Herro.
Se consumado, o investimento tornaria Aryam o maior acionista da World Liberty Financial, empresa de criptografia criada por nove sócios, incluindo Trump e os filhos Donald Trump Jr., Eric e Barron.
As informações levantam dúvidas sobre governança corporativa e exposição de capital estrangeiro em uma empresa ligada ao presidente em exercício. Autoridades e comentaristas analisam os impactos de tais vínculos.
Tahnoon mantém fortes ligações diplomáticas com Washington e preside o Grupo 42, conglomerado de inteligência artificial com atuação na região. Em dezembro, o Grupo 42 teve aprovação para importar chips de Nvidia e AMD pelos EUA.
O episódio ocorre em meio a debate político sobre as ligações de Trump com criptoativos. Em janeiro, a senadora Elizabeth Warren pediu aos reguladores que suspendessem a análise do pedido de banco para a World Liberty Financial, até que Trump desvinculasse o investimento.
O Office of the Comptroller of the Currency afirmou que o pedido de charter financeiro passaria pelo mesmo escrutínio de rigor de sempre, independentemente de vínculos políticos.
Paralelamente, novos dados mostram mudanças no ecossistema de criptomoedas durante a era Trump. O Bitcoin encerrou o último ano com ajustes em endereços de alto valor, diante de um cenário regulatório ainda em evolução.
Até o momento, autoridades e a empresa não divulgaram novos detalhes sobre a operação. Acompanhamentos regulatórios e repercussões políticas devem permanecer em foco nas próximas semanas.
Mudanças no cenário cripto e regulação
O Bitcoin registrou queda de endereços com mais de 1 milhão de dólares em relação ao ano anterior, sinalizando volatilidade mesmo com ambiente mais favorável à cripto.
Entretanto, endereços com mais de 10 milhões de dólares também recuaram, mas em ritmo menor, sugerindo maior resiliência entre os maiores investidores diante de variações de preço.
Especialistas destacam que o episódio envolvendo a World Liberty Financial envolve governança, capital estrangeiro e transparência, temas que devem ser examinados por autoridades e pelo público.
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