- Em Abu Dhabi, Ucrânia e Rússia retomam as negociações para a segunda rodada, mediadas pela administração norte‑americana.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, informou ataque massivo russo na noite de segunda para terça, com setenta e um mísseis balísticos e quatrocentos e cinquenta drones, visando infraestrutura de energia, enquanto Kyiv enfrentava temperatura de menos vinte graus Celsius.
- O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os novos ataques não violaram a pausa acordada, mas o chefe da Otan, Jens Stoltenberg, ou Mark Rutte? (O texto original cita Mark Rutte) disse que os ataques não sinalizaram seriedade de paz.
- Conforme proposta discutida entre ucranianos, europeus e americanos, Kyiv concordou com aliados ocidentais que repetidas violações de um eventual cessar-fogo podem levar a uma resposta militar coordenada EUA‑Europa.
- O acordo nuclear Novaya Start (New Start) entre Estados Unidos e Rússia expira na quinta-feira, encerrando os últimos limites mútuos sobre os maiores arsenais nucleares do mundo.
O segundo ciclo de negociações entre Ucrânia e Rússia acontece em Abu Dhabi, mediado pela administração dos EUA, após ataques massivos a Kyiv. As partes mantêm o formato do mês passado, com chances de avanço limitado conforme analistas.
Segundo autoridades ucranianas, Moscou realizou um ataque “massivo” e deliberado na noite de segunda para terça, com 71 mísseis balísticos e 450 drones, visando infraestrutura energética. Kyiv enfrenta temperaturas de até -20°C.
Trump afirmou que os novos ataques não violam promessa russa de pausa em infraestrutura ucraniana, enquanto o secretário-geral da OTAN afirmou que as ofensivas não sinalizam disposição de chegar a acordo. Fontes ouvidas pela imprensa divergem.
Um grupo de oficiais ucranianos, europeus e norte-americanos discute, entre propostas, uma resposta militar coordenada caso haja violações de um futuro cessar-fogo. A ideia envolve reação conjunta de EUA e Europa.
O tratado New Start entre EUA e Rússia expira nesta semana, removendo limites mútuos sobre os maiores arsenais nucleares do mundo. A medida adiciona tensão ao cenário de negociações e segurança global.
Como parte da leitura popular, pesquisas indicam exaustão entre ukrainianos diante do inverno e danos à infraestrutura. O apoio à paz é maior, mas há resistência a concessões que envolvam Donbas.
Entre a população russa, pesquisas independentes apontam aumento no apoio a negociações, para cerca de 61%. Ainda assim, há relutância em ceder território em qualquer acordo de paz.
Desdobramentos diplomáticos
As negociações em Abu Dhabi seguem o formato do mês anterior, com discussões centradas em cessar-fogo, garantias de segurança e eventual retirada de áreas ocupadas. Fontes detalham que as conversas permanecem difíceis.
O tema de responsabilização e de garantias de ajuda de defesa é citado como chave para futuras etapas. Observadores ressaltam que o ritmo dos acordos depende de compromissos concretos de cada lado.
De acordo com reportagens, o impasse atual envolve garantias de segurança para a Ucrânia e a participação de aliados ocidentais. As partes devem apresentar propostas claras para avançar no diálogo.
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