- A administração de Donald Trump afirmou ter alcançado récords históricos de expulsões, com quase três milhões de imigrantes ilegais deixando os EUA no primeiro ano, incluindo cerca de 2,2 milhões de deportações voluntárias e mais de 675 mil deportações forçadas.
- Os números são opacos e difíceis de verificar de forma independente, o que levanta dúvidas sobre o rótulo “históricos” em comparação com Obama e Biden; não há uma definição legal única de deportação.
- Entre as deportações citadas, apenas entre 25% e 35% tinham antecedentes criminais, diferente do foco em criminosos defendido por administraciones anteriores.
- O número divulgado de 675 mil deportados fica abaixo da meta de Trump de um milhão de expulsões anuais e também abaixo das estimativas de 685 mil deportações feitas pela administração de Biden em 2024.
- A política mudou para deslocar operações do fronteira para o interior, com apreensões por ICE em ruas aumentando e fim de restrições a prisões em locais sensíveis, enquanto as detenções na fronteira diminuíram.
O governo de Donald Trump afirmou, em 20 de janeiro, que alcançou recordes históricos de expulsões de estrangeiros durante o seu primeiro ano de mandato. Segundo o DHS, foram aproximadamente 675 mil deportações forçadas e quase 2,2 milhões de deportações voluntárias.
Alega-se que as ações ocorreram com foco em operações dentro do território americano, sem depender estritamente de ordens judiciais. Críticos questionam a comparabilidade com Obama e Biden, citando diferenças de definição e metodologia nos números.
Entre as mudanças, o DHS diz ter reduzido a necessidade de uma ordem judicial para deportação, deslocando parte das deportações para o interior do país. O resultado é um tipo de atuação mais ampla, segundo analistas.
Alguns casos relatados apontam que indivíduos com autorização de trabalho e processos de asilo pendentes foram atingidos pelas ações, levantando dúvidas sobre critérios de detenção e deportação.
Juan, que pede para não divulgar o nome, relata ter sido detido em Pensilvania após uma visita de agentes a seu local de trabalho. Ele tinha visto de trabalho válido e asilo pendente, segundo sua versão.
O governo Biden, ao longo dos seus últimos anos, informou ter deportado cerca de 2 milhões de pessoas em diferentes categorias, sem contar expulsões sob o Título 42. Críticos apontam que as políticas variam no tempo e no foco de remoção.
Especialistas ressaltam que, enquanto as deportações formais caíram, as expulsões administrativas e rápidas aumentaram. A moldura conceitual das cifras dificulta comparações diretas entre gestões.
A mudança de estratégia envolve o deslocamento de ações da fronteira para o interior, à medida que o contato na fronteira se tornou menos frequente. A tendência de maior atuação interna é destacada por pesquisadores do MPI e da Berkeley.
Autores e estudiosos observam que as deportações provenientes do interior podem englobar casos sem condenação criminal, o que amplia o alcance das detenções realizadas pelo ICE.
Entre na conversa da comunidade