- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter iniciado conversas com autoridades de Havana e que espera chegar a um acordo com Cuba.
- A fala ocorre em meio à pressão sobre a ilha após a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela, em um ataque militar dos EUA.
- Trump já cortou o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba e assinou decreto que prevê tarifas a países que vendam petróleo à ilha.
- O governo cubano acusa Washington de buscar “asfixiar” a população, agravando apagões e a falta de combustível.
- O encarregado de negócios dos EUA em Cuba, Mike Hammer, disse que moradores o insultaram durante visita; o Departamento de Estado pediu que Cuba cesse atos repressivos contra diplomatas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que iniciou conversas com autoridades de Havana e espera chegar a um acordo com Cuba. A declaração ocorre em meio à pressão sobre a ilha após a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela, ocorrida no início de janeiro.
Trump disse que está mantendo diálogo com o povo de Cuba e com os mais altos responsáveis do país, e que há expectativa de um acordo. O líder americano já havia adotado medidas duras contra Havana, incluindo cortes de petróleo venezuelano e a assinatura de um decreto para impor tarifas a nações que vendam petróleo à ilha.
A operação venezuelana que resultou na captura de Maduro foi realizada pelo governo dos EUA no início de janeiro, segundo informações oficiais, ampliando tensões com o governo cubano. A administração afirma que Cuba representa uma ameaça e que busca pressionar pela mudança de postura de Havana.
Contorno diplomático
O governo americano confirmou que o encarregado de negócios dos EUA em Cuba, Mike Hammer, está visitando a província de Trinidad, no centro da ilha. Hammer relatou ter ouvido insultos de moradores durante a viagem, segundo relatos veiculados em redes sociais.
O Departamento de Estado dos EUA, por meio da própria conta oficial, pediu que as autoridades cubanas cessem ações que interfiram no trabalho diplomático conduzido pelo encarregado de negócios. A nota pública reforçou o compromisso dos EUA com o funcionamento das relações diplomáticas.
Reações e contexto
Vídeos amplamente divulgados mostram moradores em Camagüey hostilizando Hammer, em meio a críticas ao embargo imposto pelos EUA. A autenticidade dessas imagens não foi verificada de forma independente pela agência de notícias oficial, AFP, até o momento.
Em Havana, o governo cubano reiterou críticas às medidas dos EUA e à imposição de tarifas sobre o petróleo venezuelano enviado à ilha. Autoridades cubanas argumentam que tais medidas agravam a crise de abastecimento e afetam a população.
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