- A junta militar que derrubou o presidente Umaro Sissoco Embalo em 26 de novembro libertou o ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, líder da PAIGC, porém ele permanece em casa.
- O maj-gen Horta Inta-a, chefe da Junta, afirmou planos de um governo de transição inclusivo, com três pastas para a PAIGC e três para o Partido de Renovação Social (PRS), liderado por Fernando Dias; todos os prisioneiros políticos devem ser libertados.
- Pereira foi libertado nesta semana, mas permanece sob prisão domiciliar por suspeita de crimes econômicos.
- Dias deixou a embaixada da Nigéria onde buscava abrigo e não enfrenta mais mandado de prisão, segundo fontes próximas à junta.
- A ECOWAS exige retorno à ordem constitucional; a comissão eleitoral informou que não pôde concluir as eleições após incidentes envolvendo votos e destruição de servidores, e novas eleições foram decretadas para 6 de dezembro de 2026.
O grupo militar que tomou o poder em Guiné-Bissau, em conjunto com o Conselho Militar de Chefes, prometeu incluir o PAIGC no governo transitório. O ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira foi libertado, mas continua em regime de prisão domiciliar sob suspeita de crimes econômicos.
Inta-a, chefe do governo militar, assinou uma carta indir to ECOWAS anunciando a formação de um governo de transição “inclusivo”. O acordo prevê a atribuição de três pastas ao PAIGC e outras três ao Partido de Renovação Social (PRS), de Fernando Dias.
Pereira, detido desde o golpe de novembro, foi libertado nesta semana, segundo fontes próximas aos militares, e permanece sob vigilancia domiciliar. Dias deixou a Embaixada da Nigéria, onde buscava abrigo, e não enfrenta mais ordem de prisão naquele momento.
ECOWAS tem pressionado pela restauração da ordem constitucional e pela retomada do processo eleitoral, suspenso desde o golpe. A comissão eleitoral informou que não conseguiu concluir a votação após o saque de cédulas e a destruição de servidores de resultados.
O golpe ocorreu em 26 de novembro, quando oficiais militares derrubaram o presidente Umaro Sissoco Embaló e instalaram o coronel Horta Inta-a como presidente interino. A operação marcou o nono golpe no Sahel e na África Central nos últimos cinco anos.
Em dezembro, o decreto presidencial havia fixado novas eleições para dezembro de 2026, conforme anunciado pelo governo interino. A perpectiva de eleições permanece incerta, enquanto a comunidade regional busca uma transição rápida para o governo civil.
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