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EUA afastam-se da Europa, diz diplomata da UE

Líderes europeus dizem que a mudança na relação com os EUA é processo de longo prazo e exigem maior coesão transatlântica

EU high representative and vice-president for foreign affairs and security policy Kaja Kallas
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  • Na Oslo Security Conference, a primeira-ministra da Noruega, Jonas Gahr Støre, e a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, alertaram para a necessidade da UE se adaptar a novas realidades regionais e à relação com os Estados Unidos.
  • Kallas afirmou que a mudança norte-americana de foco em relação à Europa é um processo de longo prazo, sem soluções rápidas, e que a Europa precisa se ajustar.
  • Ela destacou que essa visão não começou com um único presidente; há convergência entre políticas de diferentes administrações, o que exige resposta contínua da UE.
  • As discussões não trouxeram soluções definitivas, mas sinalizaram a necessidade de mais integração europeia como parte da estratégia para enfrentar o novo cenário transatlântico.
  • Separadamente, a cobertura acompanha a Ucrânia sob ataques e frio intenso, com temperaturas abaixo de vinte graus Celsius em várias cidades, afetando produção de energia. Vilnius chega a -20°C, Varsóvia -18°C, Riga -12°C e Berlim -9°C.

A Europa encara a necessidade de se adaptar a uma eventual redução da relação com os Estados Unidos, mesmo diante de choques geopolíticos e mudanças na aliança transatlântica. A percepção ficou clara durante a conferência de segurança de Oslo, nesta manhã, com participação do primeiro-ministro da Noruega e da líder da diplomacia europeia.

O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre e a alta representante da UE para assuntos externos, Kaja Kallas, destacaram que a relação com Washington passa por um processo de ajuste de longo prazo. Eles apontaram a necessidade de Europa fortalecida e de respostas coletivas diante de desafios comuns.

Kallas ressaltou que a mudança não começou apenas com um único presidente; a visão tem convergência entre diferentes administrações. Dados citados mostram variações no apoio entre europeus e norte-americanos, com impactos potenciais em tarifas, cooperação militar e alianças estratégicas.

Cenário de segurança e economia

O debate enfatizou a importância de uma Europa mais autônoma em termos de defesa e políticas externas, para enfrentar um cenário de mudanças na política externa norte-americana. A necessidade de coordenação entre Estados-membros foi destacada como prioridade.

Separadamente, a cobertura acompanha a situação na Ucrânia, com o país em meio a ataques contínuos e queda de temperatura. A região registra quedas de frio intenso, aumentando a pressão sobre a energia e a produção de calor.

Regiões da Europa Central e Oriental também registram temperaturas extremas: Vilnius chega a -20°C, Varsóvia a -18°C, Riga a -12°C e Berlim a -9°C. O avanço do frio complica o abastecimento e os custos energéticos.

O foco da reportagem segue na tentativa de soluções comuns em meio ao desafio de manter a segurança europeia em um contexto de redefinição da relação com os EUA. Aguardam-se desdobramentos formais durante o evento em Oslo.

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