- Com 88,4% das urnas apuradas, Laura Fernández (Partido Soberano do Povo) tinha 48,5% dos votos, acima do mínimo para vencer no primeiro turno.
- A candidata prometeu uma “mudança profunda e irreversível” para estabelecer a “terceira república” e afirmou que haverá diálogo com a oposição.
- Durante a campanha, Fernández sinalizou reformas no sistema judicial e em outras instituições, com possível alteração constitucional para permitir reeleição, conforme divulgam líderes do seu partido.
- O atual presidente, Rodrigo Chaves, disse que garantirá a estabilidade democrática; a oposição teme que ele siga influenciando o governo nos bastidores.
- O ex-presidente Oscar Arias alertou que a sobrevivência da democracia está em risco; Álvaro Ramos, da Libertação Nacional, reconheceu a derrota e comentou sobre uma oposição construtiva.
A candidata de direita Laura Fernández venceu as eleições presidenciais da Costa Rica e anunciou uma mudança profunda para estabelecer a chamada “terceira república”. A vitória foi declarada com base em apuração de 88,4% das urnas pela comissão eleitoral, com Fernández marcando 48,5% dos votos, acima do mínimo necessário para vencer no primeiro turno, de 40%.
Aos 39 anos, cientista política pelo Partido Soberano do Povo, Fernández estava no poder até a próxima data de posse e afirmou que o mandato recebido do povo representa uma mudança profunda e irreversível. O discurso ocorreu em São José, diante de apoiadores.
Ele pode alterar instituições estatais, incluindo o sistema judicial, conforme prometido durante a campanha. A formalização da mudança dependerá de propostas a serem apresentadas ao longo do mandato, que começa em 8 de maio.
Contexto político
O guia político do atual governo reconheceu a possibilidade de alterações constitucionais para permitir reeleição, algo que não ocorreu com o presidente de saída, Rodrigo Chaves. Líderes do Partido no Poder destacaram esse objetivo como conjunto de reformas.
A oposição, liderada pelo Partido da Libertação Nacional, apresentou uma leitura diferente. O candidato Álvaro Ramos teve 33,3% dos votos e prometeu uma oposição construtiva, pedindo participação democrática e diálogo com o novo governo.
O ex-presidente Oscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, afirmou que a democracia enfrenta riscos se reformas constitucionais forem usadas para manter o poder. Em resposta, Chaves assegurou que não há ditadura e manteve o tom de defesa da governabilidade.
Laura Fernández reiterou, em mensagem de vitória, ser defensora da democracia, da liberdade e da família. Em tom institucional, prometeu fortalecer o estado de direito e buscar maior bem-estar e prosperidade para a Costa Rica.
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