- Congresso iniciou o ano legislativo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pregando diálogo e paz em seu discurso.
- O presidente Lula não compareceu e foi representado pelo primeiro-secretário da Câmara, Carlos Veras, que leu a mensagem oficial do Executivo.
- Alcolumbre destacou a necessidade de diálogo entre grupos e instituições, reiterando que paz não significa omissão nem recuo na luta.
- O histórico de tensão entre Executivo e Legislativo voltou a aparecer, após o episódio de novembro em que Motta e Alcolumbre não participaram da sanção do projeto de isenção do Imposto de Renda.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu as emendas parlamentares como prerrogativa do Congresso e confirmou votações do Programa Gás do Povo e da PEC da Segurança Pública, além de discutir o fim da escala 6 x 1 na pauta.
O Congresso Nacional abriu o ano legislativo nesta segunda-feira (2) com uma cerimônia de abertura. O Senado foi representado pelo presidente Davi Alcolumbre, que fez um apelo por diálogo e paz entre ideologias, instituições e poderes. Lula não compareceu; houve a leitura da mensagem oficial por um representante.
O presidente do Senado destacou a crise entre Executivo e Legislativo, que ganhou contornos públicos em novembro, quando Motta e Alcolumbre não compareceram à sanção do projeto de isenção do IR. A ausência foi interpretada como sinal de distanciamento entre os poderes.
Ao longo da cerimônia, Lula foi representado pelo primeiro-secretário da Câmara, deputado Carlos Veras, que leu a mensagem do Executivo. Veras elencou conquistas econômicas do governo, segundo a leitura, contrastando com expectativas de economistas.
Diálogo e prerrogativas do Congresso
Motta defendeu a prerrogativa do Congresso de controlar o orçamento por meio de emendas, afirmando que a casa pode definir prioridades para o país. O presidente da Câmara ressaltou o papel soberano do plenário.
Ele indicou a votação do Programa Gás do Povo ainda nesta segunda e, após o carnaval, da PEC da Segurança Pública, descrevendo a pauta como prioritária para a Casa. Motta também mencionou o fim da escalonamento 6 x 1 entre as matérias.
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