- Donald Trump pediu que Irã encerre o programa nuclear e pare de matar manifestantes; afirmou que uma grande armada dos EUA está a caminho do Irã e que seria ótimo não precisar usá-la.
- O presidente afirmou que as forças de protesto têm sido mortas a milhares e que já conseguiu impedir execuções no Irã.
- Trump mencionou que pretende manter contatos com o governo iraniano, possivelmente por meio de intermediários, e que “duas coisas” devem acontecer para evitar ação militar: nenhum armamento nuclear e parar de matar manifestantes.
- O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, pediu fim ao enriquecimento nuclear, retirada de urânio altamente enriquecido, limites ao programa de mísseis e fim ao apoio a grupos proxy na região.
- Em Turquia, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã quer um acordo nuclear mútuo, sem coerção, e criticou a União Europeia pela designação do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica como organização terrorista, sinalizando possíveis repercussões diplomáticas.
Donald Trump avisou o Irã de que deve encerrar o seu programa nuclear e cessar a repressão a manifestantes sob pena de o vasto conjunto de navios de guerra dos Estados Unidos, já deslocado no Oriente Médio, ser utilizado. O presidente afirmou que há várias embarcações grandes a caminho e que seria melhor não recorrer ao uso delas. Os comentários ocorreram durante a première de um documentário, enquanto o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amirabdollahian, chegou a Turquia para encontros com autoridades turcas.
Trump declarou que pretende manter contato com o governo iraniano por meio de interlocutores, mas não ficou claro se houve uma conversa direta. O líder americano apontou dois requisitos para evitar uma ação militar: o fim do programa nuclear e a interrupção da repressão a protestos, que, segundo ele, tem ocorrido em grande escala.
Desenvolvimento diplomático
O chanceler iraniano chegou a Turquia para discutir a possibilidade de acordo com os EUA. Araghchi participa de reuniões com autoridades turcas, incluindo o presidente Recep Tayyip Erdoğan, mas não houve sinal de avanços rápidos. Em declarações, ele defendeu um acordo nuclear que seja justo, igualitário e livre de coerção.
Araghchi também manteve conversas telefônicas com representantes do Qatar, Egito, Emirados Árabes, Omã e Turquia. Os países árabes enfatizam que instalações aéreas e terrestres não devem ser usadas para ataques contra o Irã. A posição turca é de busca por diálogo, sem romper relações com Teerã.
Perspectivas e reação regional
A União Europeia havia considerado classificar as Forças Quds como organização terrorista, decisão que o Irã criticou. O assessor iraniano para assuntos do IRGC alertou sobre consequências significativas para a UE, sem detalhar medidas. O Reino Unido também acompanha o desfecho e teme desdobramentos diplomáticos.
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