- Organizações estudantis chamam marchas e protestos nos Estados Unidos na sexta-feira, com cerca de 250 locais em 46 estados, incluindo grandes cidades, sob o lema “Sem trabalho, sem escola. Sem financiar o ICE.”
- Os protestos vêm após duas fatalidades em Minnesota envolvendo agentes do Immigration and Customs Enforcement: Alex Pretti, 37 anos, enfermeiro; e Renee Good, 37 anos, mãe de três filhos.
- O governo, sob o comando de Tom Homan, aponta foco em operações seletivas em vez de grandes abordagens; o ICE emitiu diretrizes para evitar confrontos desnecessários com “agitadores” para reduzir tensões.
- Na Geórgia, estudantes de 90 escolas secundárias planejam sair das aulas na sexta-feira como parte do movimento.
- Em Washington, D.C., 54 manifestantes de diferentes confissões foram detidos na véspera; houve pressão para interromper o financiamento ao Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE.
O movimento estudantil convocou protestos nacionais e walkouts nos Estados Unidos para exigir a retirada de agentes de imigação de Minnesota, após dois homicídios envolvendo cidadãos norte-americanos terem provocado indignação pública. A mobilização ocorre nesta sexta-feira e envolve várias cidades, com foco em mudanças na atuação do ICE.
Os organizadores destacam a necessidade de manter a pressão após a declaração do presidente sobre uma leve redução do ritmo de operações no estado. Brianna Jackson, integrante do Black Student Union da Universidade de Minnesota, afirmou que a greve deve se tornar um movimento contínuo, com mais paralisações e protestos no futuro.
Na véspera, o novo responsável pela operação de endurecimento da política de imigração recebeu orientações internas do ICE para evitar contato desnecessário com agitadores, a fim de não inflamar a situação. As diretrizes visam reduzir confrontos diretos durante as ações públicas.
A plataforma nationalshutdown.org listou 250 locais de protesto em 46 estados, incluindo grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington. A pauta central é a cobrança pela desativação de recursos destinados ao ICE.
Entretanto, pesquisas de opinião recentes indicam queda de apoio à condução de Donald Trump na política de imigração, com uma parcela da população entendendo que a repressão tem avançado demais. A reportagem acompanha o contexto político e social que alimenta as mobilizações.
Na noite de quinta-feira, autoridades locais registraram ações e contratempos relacionados às manifestações em várias cidades, sem relatos de confrontos graves. Em alguns ambientes, civis destacaram a necessidade de eleições responsáveis para tratar do tema.
Em Minnesota, o foco de indignação envolve a morte de Alex Pretti, 37, enfermeiro intensivista, e de Renee Good, 37, mãe de três filhos, ocorridas recentemente durante intervenções de agentes federais. Ambos os casos foram gravados por testemunhas e circulam em redes.
Em Atlanta e Savannah, estudantes de 90 escolas públicas anunciaram saídas de aula para protestar contra a atuação do ICE, argumentando que as ações federais ameaçam comunidades locais. Lojas, shoppings e espaços de comércio devem permanecer fechados conforme o movimento.
Antes dos atos, autoridades de Washington, D.C., prenderam 54 manifestantes de diferentes religiões que se sentaram no chão no Hart Senate Office Building em apoio à demanda por freio nas operações do ICE. O grupo reivindicava o contingenciamento de recursos ao Departamento de Segurança Interna.
As ações de sexta-feira ocorrem em meio a um debate político mais amplo sobre a política de imigração e o papel do governo federal na segurança de fronteiras, com desdobramentos no Congresso e no mandato do presidente.
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