- A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, disse que tarifas dos EUA sobre países que fornecem petróleo para Cuba podem gerar crise humanitária na ilha, já marcada por cortes de energia.
- O presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que declara emergência nacional e prepara tarifas, citando supostos laços da Cuba com Rússia, Hamas e Hezbollah.
- México tem sido o principal fornecedor de petróleo para Cuba desde 2025, ultrapassando Rússia e Venezuela; governo mexicano buscará informações do Departamento de Estado e caminhos para doar ajuda humanitária sem colocar o país em risco.
- Cuba sofre com blecautes de até 12 horas diárias e dificuldades para acesso a gás, alimentos e serviços básicos, piorando conforme aumenta a pressão de sanções.
- Especialista Jorge Piñón alertou que, se não houver entrega de petróleo nas próximas seis a oito semanas, o governo cubano pode enfrentar uma crise grave.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, alertou que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre países que enviam petróleo para Cuba podem agravar a crise humanitária na ilha. Cuba enfrenta escassez crônica de combustível e interrupções de energia diárias.
Segundo Sheinbaum, o governo mexicano buscará esclarecer detalhes com o Departamento de Estado dos EUA e, ao mesmo tempo, avaliará formas de ampliar a ajuda humanitária sem colocar o México em risco. O foco é manter solidariedade com o povo cubano.
A decisão de Washington envolve uma ordem executiva que estabelece o estado de emergência nacional para viabilizar as tarifas. A medida é apresentada como resposta a alegadas ligações do governo cubano com Rússia, Hamas e Hezbollah.
Contexto econômico em Cuba
A ilha depende de importações de petróleo para funcionar, incluindo o fornecimento pelos que antes eram seus principais fornecedores. Recentemente, o governo cubano informou que a reserva atual de óleo deve durar entre 15 e 20 dias, em meio a interrupções frequentes de luz.
Cuba tem enfrentado cortes de energia de até 12 horas diárias, o que tem impactado hospitais, abastecimento de alimentos e serviços básicos. Analistas indicam que qualquer agravamento do fornecimento pode ampliar a crise social no país.
Reação de Havana e cenário regional
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez comentou em redes sociais que as tarifas demonstram a natureza do que chamou de bloqueio econômico. Autoridades cubanas avaliam que medidas externas podem piorar ainda mais a situação interna.
O governo dos EUA, por sua vez, tem discutido ações que vão além das tarifas, incluindo possibilidades de reforçar o afastamento marítimo e a cooperação com governos regionais. A tensão ocorre em meio a renegociações do acordo comercial na região.
Impactos futuros e avaliações
Especialistas ouvidos pela imprensa dizem que, sem entregas de petróleo nas próximas semanas, Cuba poderá enfrentar uma crise maior de abastecimento. A situação já aumenta a pressão sobre serviços públicos, hospitais e a população em geral.
Entre na conversa da comunidade