- Transferências de detidos do Estado Islâmico de Síria para o Iraque desaceleraram nesta semana, segundo sete fontes, após Bagdá pedir repatriação de jihadistas estrangeiros.
- Os EUA tinham anunciado no dia 21 de janeiro o início das transferências, previstas para até sete mil fighters; até o momento, foram movidos cerca de quinhentos.
- Dentre os transferidos, cerca de cento e trinta são iraquianos e aproximadamente quatrocentos são estrangeiros, segundo autoridades judiciais e de segurança.
- Bagdá pediu que o fluxo seja reduzido para negociar repatriação com outros países e preparar novas instalações para abrigar os detidos.
- Diplomatas citam hesitações ocidentais sobre repatriar cidadãos e eventuais julgamentos; especialistas dizem que a repatriação é vista como a solução mais viável.
O Exército dos EUA reduziu, nesta semana, as transferências de detentos do Islamic State (ISIS) de Síria para o Iraque. A queda ocorreu após Bezecação de Bagdá pedindo que outros países repatriem jihadistas estrangeiros.
Segundo sete fontes próximas ao assunto, o ritmo diminuiu em comparação aos planos iniciais, que previam a transferência de até 7 mil fighters em dias. Em pouco mais de uma semana, menos de 500 já foram movidos.
Os detidos passaram a ser encaminhados para instalações iraquianas, com cerca de 130 iraquianos e aproximadamente 400 estrangeiros entre os transferidos, conforme relatos de autoridades judiciais e de segurança do Iraque e de diplomatas ocidentais.
Iraque concordou em receber os detentos após uma fuga interna em Síria ter aumentado as preocupações com a segurança. No entanto, autoridades do governo indicam resistência a abrigar os 7 mil, prevendo sobrecarga judicial e prisional e críticas internacionais caso haja punições extremas.
Em resposta, Bagdá pediu aos EUA que desacelerem as transferências para abrir espaço para negociações com países detentores de seus próprios nacionais. O objetivo é incentivar repatriação e preparar novas estruturas para receber e processar os fighters.
O Departamento de Estado dos EUA argumenta que os estrangeiros vinculados ao ISIS devem atuar temporariamente no Iraque e pressiona países para que assumam a responsabilidade. Analistas destacam que repatriação facilita processos legais que não ocorreriam de outra forma.
Diplomatas de países com nacionais em Iraque sinalizam dilemas entre repatriação, que pode enfrentarem resistência doméstica, e a possibilidade de condenações à pena de morte, que também provocaria críticas internacionais.
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