- A Colômbia anunciou, na noite de quinta-feira 29, que retomará os voos de deportação de imigrantes dos EUA com aeronaves colombianas, após oito meses de suspensão, dias antes do encontro entre Gustavo Petro e Donald Trump na Casa Branca.
- O Ministério das Relações Exteriores informou, pela rede X, que aviões militares buscarão os imigrantes deportados para garantir tratamento digno.
- Os dois presidentes devem se encontrar na Casa Branca na próxima terça-feira, após desentendimentos em janeiro do ano passado, quando Petro bloqueou voos americanos com deportados e denunciou maus-tratos.
- Em maio, o governo colombiano suspendeu as autorizações, alegando que Washington não cumpriu os acordos.
- A tensão entre Colômbia e Estados Unidos ocorreu em meio à ofensiva de Trump contra a imigração irregular; os líderes devem discutir estratégias para combater o tráfico de drogas na Colômbia.
A Colômbia informou na noite de quinta-feira 29 que vai retomar os voos de deportação de imigrantes dos Estados Unidos, com aeronaves colombianas. a medida ocorre após oito meses de suspensão, poucos dias antes da reunião entre Petro e Trump.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia comunicou pela X que aviões militares buscarão os deportados para assegurar tratamento digno. os voos voltam em meio a tensões diplomáticas entre os dois países.
Petro e Trump devem se encontrar na Casa Branca na próxima terça-feira, em um encontro aguardado após desentendimentos de 2023 sobre a deportação de cidadãos. a Colômbia havia recusado voos com pessoas algemadas.
Antes, o governo colombiano autorizou a entrada de aeronaves americanas, desde que os direitos dos deportados fossem respeitados. a suspensão de maio foi justificada pela não conformidade de Washington com acordos.
A atual crise ocorreu durante a ofensiva de Trump contra a imigração irregular, marcando um racha entre aliados tradicionais. Petro chegou a comparar Trump a Adolf Hitler e pediu cooperação policial desacoplada de ordens.
Trump, por sua vez, revogou vistos, chamou Petro de líder do narcotráfico e aplicou sanções, em meio a acusações de falhas no combate ao tráfico. as tensões se intensificaram nos últimos meses.
Em 8 de janeiro houve contato telefônico entre os dois presidentes, de forma cordial, com acordo para discutir cooperação no combate ao tráfico de drogas, especialmente na Colômbia, maior produtor global de cocaína.
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