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Argentina pode virar destino de deportações dos EUA, aponta NY Times

Se formalizado, acordo permitiria aos EUA deportar imigrantes de outros países para a Argentina, fortalecendo cooperação migratória regional

Milei e Trump antes de um almoço na Casa Branca, nos EUA, em 14 de outubro de 2025. Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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  • Estados Unidos e Argentina estão discutindo um acordo que permitiria deportar imigrantes de outros países para a Argentina, segundo o The New York Times.
  • O texto afirma que autoridades argentinas trabalham para finalizar o acordo neste mês.
  • Se for fechado, a Argentina não será o único país da região a servir como destino de deportação para imigrantes dos EUA; Costa Rica, El Salvador e Panamá já possuem acordos semelhantes.
  • O governo de Javier Milei tem buscado fortalecer relações com os EUA, incluindo apoio a medidas de endurecimento da política de imigração.
  • Em outubro do ano passado, a Argentina formalizou uma linha de financiamento de 20 bilhões de dólares com os Estados Unidos como parte de um acordo de estabilização cambial.

O governo dos Estados Unidos e a Argentina estão discutindo um acordo que permitiria deportar imigrantes de outros países para território argentino. A informação é publicada pelo jornal The New York Times, que aponta que as autoridades argentinas trabalham para finalizar o acordo ainda neste mês.

Se for formalizado, a Argentina passará a ser destino de remessas de imigrantes vindos de terceiros países, assim como já ocorre em Costa Rica, El Salvador e Panamá, que mantêm acordos similares para manter relações com os EUA.

O governo do presidente ultraconservador Javier Milei tem buscado fortalecer a aliança com Washington. Em outubro, a Argentina assinou uma linha de financiamento de 20 bilhões de dólares como parte de um acordo de estabilização cambial, fortalecendo vínculos econômicos com os EUA.

O momento coincide com pressão política nos EUA sobre medidas anti-imigração. Na última semana, milhares de pessoas realizaram protestos em Minnesota contra operações do ICE, com paralisação de comércios em apoio à mobilização.

No dia seguinte aos protestos, um agente federal matou, em Minneapolis, um enfermeiro da rede de veteranos, segundo a narrativa oficial dos EUA, que defende a ação como legítima defesa. As informações acompanham o debate sobre políticas migratórias entre os dois países.

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