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Viana afirma que presidente do INSS será ouvido em CPMI no mesmo dia de Vorcaro

CPMI do INSS ouve presidente da autarquia no mesmo dia que banqueiros, com foco em empréstimos consignados a aposentados e sigilo de dados mantido

Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • A CPMI do INSS ouvirá o presidente da autarquia, Gilberto Waller Júnior, na quinta-feira (5).
  • O depoimento ocorrerá no mesmo dia em que os banqueiros Daniel Vorcaro e Cardamone Neto são ouvidos.
  • O senador Carlos Viana defende que Vorcaro seja obrigado a falar para esclarecer empréstimos consignados a aposentados.
  • O ministro Dias Toffoli decretou sigilo elevado nos autos e retirou da comissão os dados da quebra de sigilo de Vorcaro.
  • A CPMI deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro, com foco em fraudes nos empréstimos consignados, incluindo assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas.

A CPMI do INSS terá sessões marcadas para ouvir, na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro, o presidente da autarquia federal, Gilberto Waller Júnior. O andamento ocorre no mesmo dia em que os banqueiros Daniel Vorcaro e Cardamone Neto serão chamados para depor. A comissão visa esclarecer concessões de empréstimos consignados a aposentados.

Segundo o senador Carlos Viana (Podemos-MG), a oitiva de Waller Júnior acontece na mesma data em que Vorcaro e Cardamone Neto prestariam depoimento. O objetivo é aprofundar apurações sobre operações envolvendo empréstimos a beneficiários do INSS e possíveis irregularidades.

Viana defendeu que Vorcaro seja obrigado a falar à CPMI para esclarecer a concessão de empréstimos consignados. O senador também criticou decisões judiciais consideradas favoráveis ao banqueiro, atribuindo resistência à quebra de sigilo.

O ministro Dias Toffoli, do STF, determinou sigilo elevado na tramitação dos autos envolvendo Vorcaro. Além disso, Toffoli autorizou a retirada de dados da quebra de sigilo do banqueiro pela comissão, ampliando o acesso restrito aos documentos.

A CPMI deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro, conforme anúncio. Não há confirmação de a agenda do ano seguinte, com o Legislativo programando retorno para 2 de fevereiro. A prioridade de 2026 é aprofundar a análise de fraudes em empréstimos consignados.

Entre 2025 e inicio de 2026, a CPMI ouviu 26 testemunhas e analisou milhares de documentos. Dados da agência Senado mostram 4,8 mil documentos, 73 requerimentos e 48 quebras de sigilo, além de 108 empresas suspeitas envolvidas em movimentações superiores a 1,2 bilhão de reais.

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