- O Relógio do Juízo Final chegou a 85 segundos para a meia-noite nesta terça-feira 27, aproximando-se mais da catástrofe do que nunca.
- O Boletim dos Cientistas Atômicos disse que houve o adiantamento dos ponteiros, quatro segundos a menos do que há um ano.
- o anúncio acontece um ano após o início do segundo mandato do presidente Donald Trump, que desestabilizou a ordem global e retirou os EUA de várias organizações internacionais.
- o comitê citou que Rússia, China, Estados Unidos e outras potências passaram a agir de forma mais agressiva e nacionalista, prejudicando a cooperação internacional necessária para reduzir riscos de guerras nucleares, mudanças climáticas e uso indevido de biotecnologias.
- o grupo destacou riscos crescentes de corrida armamentista nuclear com a expiração do Tratado Novo START e a proposta de um sistema de defesa antimíssil em órbita, o chamado Domo Dourado.
O Relógio do Juízo Final aproximou-se da catástrofe nesta terça-feira 27, segundo o Boletim dos Cientistas Atômicos. A leitura reflete tensões globais, como armas nucleares, mudanças climáticas e desinformação, que agravam riscos existenciais.
O ponteiro foi avançado para 85 segundos para a meia-noite, quatro segundos a menos do que no ano passado. A decisão ocorreu após consulta a um comitê de oito vencedores do Nobel.
O comunicado do grupo ressalta que acordos internacionais estão sob pressão e que o aumento de hostilidade entre potências aumenta o risco de conflitos. A cooperação global, essencial para reduzir riscos, permanece fragilizada.
Contexto global
O boletim aponta que acordos de controle de armas ajudam a mitigar ameaças. O expirar do tratado Novo START entre EUA e Rússia é citado como sinal de vulnerabilidade na contenção nuclear. A polarização internacional é citada como combustível de corrida armamentista.
O grupo também cita avanços tecnológicos que podem ampliar riscos, como aplicações da IA e a biotecnologia, além das emissões de CO2 que elevam as temperaturas globais. O cenário envolve múltiplos fatores de risco simultâneos.
Desafios da comunicação pública
O relatório destaca o papel da desinformação na ampliação de crises. A disseminação de informações imprecisas potencializa um ambiente de decisão pouco confiável e de resposta lenta a emergências.
O comitê enfatiza a necessidade de cooperação robusta entre nações, instituições científicas e sociedade civil. A mensagem central é de que a cooperação internacional continua fundamental para conter riscos de guerra nuclear, mudanças climáticas e tecnologias disruptivas.
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