- O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que o “abandono da fronteira” pela Colômbia alimenta o narcotráfico e a violência no país.
- Noboa está no poder desde novembro de 2023 e acusa a Colômbia de não controlar grupos de narcotraficantes que cruzam a fronteira e atuam no Equador com grupos locais.
- Em resposta, Quito impôs tarifa de 30% sobre importações colombianas; Bogotá rebateu com a mesma tarifa para cerca de vinte produtos equatorianos e suspendeu o fornecimento de energia.
- O governo equatoriano ainda elevou em noventa por cento (900%) a tarifa de transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto que cruza o país.
- Analistas citados ressaltam que a mensagem de Noboa busca cobrir responsabilidades com base em uma suposta nova doutrina de segurança dos Estados Unidos, enquanto os índices de violência permanecem altos.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que a “fronteira abandonada” pela Colômbia incentiva o crescimento do narcotráfico e da violência no país. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Metro e publicada nesta terça-feira.
Noboa está no cargo desde novembro de 2023. Segundo ele, grupos de narcotraficantes cruzam a fronteira e atuam no Equador em aliança com organizações locais, ampliando a atuação criminosa na região.
O governo equatoriano anunciou uma resposta econômica para compensar os custos do confrontar o crime na fronteira. A medida envolve uma nova tarifa sobre importações colombianas.
O governo colombiano não ficou sem reagir. O ministro da Energia, Edwin Palma, disse que, enquanto o diálogo é buscado, as ações equatorianas têm sido vistas como agressões por Bogotá.
A cobrança de tarifas não se limitou a importações. Noboa também anunciou um aumento de 900% na tarifa pelo transporte de petróleo colombiano via oleoduto que corta o Equador.
Segundo Noboa, a crise na fronteira tem ligação com ações regionais do narcotráfico e com a interdependência entre países vizinhos. Ele citou que criminosos com passaporte colombiano atuam no Equador.
Dados oficiais indicam que o Equador registra índices elevados de violência. O Observatório do Crime Organizado aponta homicídios elevados para a região, com o país registrando um dos maiores índices da América Latina.
Noboa afirmou que muitos criminosos ligados ao narcotráfico já operavam nesse setor no país vizinho e teriam buscado replicar o modelo de negócios na fronteira equatoriana, segundo a publicação.
Padrões e impactos
A medida tarifária visa equalizar recursos públicos investidos na região fronteiriça. A gestão do governo sustenta que os custos de manter a fronteira são elevados e justificam as tarifas.
Autoridades colombianas destacam a necessidade de diálogo para reduzir tensões e evitar medidas que prejudiquem o comércio regional. O tema segue sob monitoramento diplomático.
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