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Novo ministro de Lula ligado a escândalos de corrupção nos anos 2010

Novo ministro Olavo Noleto, ligado historicamente a governos do PT, teve nome citado em esquemas de corrupção nos anos de 2010, sem condenações

Novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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  • Olavo Noleto, de 52 anos, é o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e possui histórico de atuação em governos do PT.
  • Sua biografia inclui diversos cargos federais do PT, com uma relação próxima aos governos petistas, para os quais atuou em áreas de relações institucionais, comunicação e desenvolvimento.
  • O ministro foi mencionado na Operação Miqueias, de setembro de 2013, que investigou desvio de fundos de pensão e envolveu deputados; as investigações resultaram em prisões e, em grande parte, em impunidades.
  • À época, Noleto indicou Idaílson Vilas Boas, apontado pela PF como lobista do esquema, o que levou à exoneração dele, mas não houve decisão de prisão.
  • Também foi citado na Operação Monte Carlo, em 2012, que apurou a influência de Carlinhos Cachoeira, porém o caso não resultou em condenações.

O ministro Olavo Noleto, 52, natural de Goiás, foi anunciado por Lula para chefiar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A nomeação reforça a relação histórica do indicado com governos do PT e com a base aliada. O anúncio oficial foi divulgado pela Presidência.

Noleto tem trajetória em cargos federais do PT e já ocupou funções em administrações municipais. Em seu histórico, aparecem ligações com áreas de relações institucionais, comunicação e desenvolvimento, além de ter atuado como chefe de gabinete em Goiânia e presidente do PT local. A reportagem tentou contato via a Secretaria de Comunicação, mas ainda não obteve resposta.

A reportagem destaca que Noleto foi citado em dois esquemas investigados na década de 2010, com ampliações que associaram seu nome a operações da PF. Em especial, a Operação Miqueias, que apurou desvios de fundos de pensão de cidades e estados, ultrapassando 300 milhões de origem ilícita, com 27 mandados de prisão. Houve evidências de telefonemas gravados e investigações que chegaram ao STF, mas não houve condenações.

A investigação apontou ainda que, na época, Noleto, então subchefe da SRI, indicou Idaílson Vilas Boas, apontado como lobista do esquema. Vilas Boas foi exonerado, mas não houve prisão decretada. Em outra frente, a Operação Monte Carlo, de 2012, ligada a Carlinhos Cachoeira, também citou o nome dele sem condenações.

Trajetória pessoal

Vindo de uma família de jornalistas, Noleto teve o pai preso pela ditadura. Sua mãe participou de campanha da UNE em Brasília, nos anos 2000, e ele integrou a coordenação da entidade. Formado em administração pública, acumulou cargos no PT em Goiânia e na esfera federal, especialmente em relações institucionais, comunicação e desenvolvimento. Também atuou como secretário de Projetos da prefeitura de Goiânia e presidente do PT na cidade.

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