- O ex-presidente Joe Biden condenou a violência de agentes federais que matou dois ativistas durante protestos em Minneapolis contra a presença da polícia de imigração.
- As mortes de Renee Good, em 7 de janeiro, e de Alex Pretti, no fim de semana passado, provocaram indignação na cidade, considerada santuário para imigrantes sem documentos.
- Biden afirmou que a violência não tem lugar nos Estados Unidos e pediu investigações completas, imparciais e transparentes.
- O governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, ambos democratas, se posicionaram contra o envio federal, inclusive na Justiça estadual.
- Dados do Pew Center indicam que, entre 2021 e 2024, mais de um milhão de pessoas da América Latina entraram no país de forma regular ou irregular.
O ex-presidente Joe Biden condenou nesta terça-feira 27 a violência cometida por agentes federais durante protestos em Minneapolis. Dois ativistas foram mortos a tiros na cidade, que é conhecida por ser um espaço de portas abertas a imigrantes sem documentos.
As mortes de Renee Good e de Alex Pretti ocorreram em meio a protestos contra a atuação da polícia de imigração na região. Ativistas costumam acompanhar operações federais, filmar e, por vezes, enfrentar hostilidade, sem intervenção da polícia local.
A cidade de Minneapolis tem histórico de tensões entre autoridades federais e grupos que contestam a política migratória. Governador e prefeito, ambos do Partido Democrata, indicaram oposição ao envio federal e buscaram amparar apurações junto ao sistema judiciário estadual.
Biden afirmou que as mortes violam valores fundamentais dos Estados Unidos e pediu investigações completas, transparentes e imparciais. O ex-presidente também ressaltou que violência e terror não têm lugar no país.
O presidente Donald Trump, por sua vez, tem usado o tema imigração para criticar a gestão anterior. A oposição democrata acusa o uso excessivo da força como ferramenta de política pública.
Dados do Pew Center indicam alta entrada de imigrantes da América Latina entre 2021 e 2024, com mais de um milhão de pessoas entrando anualmente, em condições regulares ou irregulares, segundo a entidade.
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