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O que é o Board of Peace de Trump e como os países reagiram

Trump preside a primeira reunião da Board of Peace, com mais de vinte países conectados e críticas sobre ampliar o papel da ONU na governança de Gaza

U.S. President Donald Trump meets with French President Emmanuel Macron during the 80th United Nations General Assembly, in New York City, New York, U.S., September 23, 2025. REUTERS/Al Drago/File Photo
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  • Trump presidirá, nesta quinta-feira, a primeira reunião do “Board of Peace” (Conselho da Paz), iniciativa que visa atuar em Gaza e em conflitos globais, com Trump como presidente.
  • O conselho foi proposto em setembro do ano passado e pode ter mandatos de três anos, a menos que os membros paguem 1 bilhão de dólares para financiar as atividades.
  • A resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas reconheceu o conselho e autorizou uma força de estabilização temporária em Gaza até 2027, com relatório semestral ao conselho; China e Rússia se abstiveram.
  • Não estão participando países-chave e potências: Brasil, México, Índia, Reino Unido, União Europeia, França, Alemanha, Noruega, Suécia, entre outros; Vaticano também não aderiu.
  • Críticos afirmam que o formato lembra uma estrutura colonial, destacam a ausência de representantes palestinos e questionam a inclusão de alguns países com histórico de direitos humanos contestável.

O presidente dos EUA, Donald Trump, presidirá na quinta-feira a primeira reunião do que chama de “Board of Peace”. A iniciativa visa coordenar ações para conflitos globais, com foco inicial em Gaza, ampliando-se posteriormente. O objetivo é liderar esforços de paz sob gestão do gabinete do próprio Trump.

O conselho prevê mandatos de três anos para seus membros, que podem tornar-se permanentes mediante aporte financeiro de 1 bilhão de dólares. O expediente envolve governos aliados e observadores, com autorização para executar funções de estabilização e reconstrução sob a supervisão de um organo temporário.

Entre os participantes confirmados estão Israel, Arábia Saudita, Egito e Catar, além de outras nações do Oriente Médio. Também integram o grupo Albânia, Argentina, Armênia e Bolívia, entre outras 20+ países listados pelo perfil oficial do conselho.

Alguns aliados ocidentais e potências do Sul Global não aderiram, como Brasil, Índia, México e África do Sul. Líderes britânicos, da UE, França, Alemanha, Noruega e Suécia também recusaram o ingresso. A Vaticano não participa.

A Organização das Nações Unidas já reconheceu o conselho por meio de resolução do Conselho de Segurança, aprovada em novembro, como administração transitória para Gaza até reformas satisfatórias na Autoridade Palestina. O documento prevê uma força de estabilização temporária em Gaza.

Críticos questionam a legitimidade de um órgão liderado por Trump para governar território palestino, destacando a ausência de representante palestino e o histórico de alguns signatários em direitos humanos. Observadores apontam riscos de assimetria de poder.

A reunião de quinta-feira contará com a presença de mais de 20 países como observadores, incluindo Japão, Coreia do Sul, Índia e Tailândia. Observadores europeus, como Reino Unido e União Europeia, também participarão, além de México e Omã.

Entre os temas em pauta estão a reconstrução de Gaza, assistência humanitária e a implantação de uma força de estabilização. A pauta indica discussões sobre coordenação de financiamento, implementação de reformas e prazos de atuação até 2027.

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