- Trump presidirá, nesta quinta-feira, a primeira reunião do “Board of Peace” (Conselho da Paz), iniciativa que visa atuar em Gaza e em conflitos globais, com Trump como presidente.
- O conselho foi proposto em setembro do ano passado e pode ter mandatos de três anos, a menos que os membros paguem 1 bilhão de dólares para financiar as atividades.
- A resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas reconheceu o conselho e autorizou uma força de estabilização temporária em Gaza até 2027, com relatório semestral ao conselho; China e Rússia se abstiveram.
- Não estão participando países-chave e potências: Brasil, México, Índia, Reino Unido, União Europeia, França, Alemanha, Noruega, Suécia, entre outros; Vaticano também não aderiu.
- Críticos afirmam que o formato lembra uma estrutura colonial, destacam a ausência de representantes palestinos e questionam a inclusão de alguns países com histórico de direitos humanos contestável.
O presidente dos EUA, Donald Trump, presidirá na quinta-feira a primeira reunião do que chama de “Board of Peace”. A iniciativa visa coordenar ações para conflitos globais, com foco inicial em Gaza, ampliando-se posteriormente. O objetivo é liderar esforços de paz sob gestão do gabinete do próprio Trump.
O conselho prevê mandatos de três anos para seus membros, que podem tornar-se permanentes mediante aporte financeiro de 1 bilhão de dólares. O expediente envolve governos aliados e observadores, com autorização para executar funções de estabilização e reconstrução sob a supervisão de um organo temporário.
Entre os participantes confirmados estão Israel, Arábia Saudita, Egito e Catar, além de outras nações do Oriente Médio. Também integram o grupo Albânia, Argentina, Armênia e Bolívia, entre outras 20+ países listados pelo perfil oficial do conselho.
Alguns aliados ocidentais e potências do Sul Global não aderiram, como Brasil, Índia, México e África do Sul. Líderes britânicos, da UE, França, Alemanha, Noruega e Suécia também recusaram o ingresso. A Vaticano não participa.
A Organização das Nações Unidas já reconheceu o conselho por meio de resolução do Conselho de Segurança, aprovada em novembro, como administração transitória para Gaza até reformas satisfatórias na Autoridade Palestina. O documento prevê uma força de estabilização temporária em Gaza.
Críticos questionam a legitimidade de um órgão liderado por Trump para governar território palestino, destacando a ausência de representante palestino e o histórico de alguns signatários em direitos humanos. Observadores apontam riscos de assimetria de poder.
A reunião de quinta-feira contará com a presença de mais de 20 países como observadores, incluindo Japão, Coreia do Sul, Índia e Tailândia. Observadores europeus, como Reino Unido e União Europeia, também participarão, além de México e Omã.
Entre os temas em pauta estão a reconstrução de Gaza, assistência humanitária e a implantação de uma força de estabilização. A pauta indica discussões sobre coordenação de financiamento, implementação de reformas e prazos de atuação até 2027.
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