- Turquia vai destacar a segurança do Mar Negro como “prioridade estratégica” em reunião sobre a Ucrânia, em Paris, nesta semana.
- O ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, deve participar do encontro convocado pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
- A reunião deve discutir o rascunho americano para encerrar o conflito, garantias de segurança para a Ucrânia e o papel da Coalizão de Dispostos.
- Fidan deve apontar resultados “concretos” de três rodada de negociações diretas entre Ucrânia e Rússia em Istambul, incluindo trocas de prisioneiros, e reiterar a oferta de sediar um encontro entre os líderes em guerra.
- Ancara, membro da OTAN, mantém relações cordiais com Moscou e Kiev, apoia a Ucrânia militarmente, mas não aderiu às sanções ocidentais contra a Rússia, e teme a escalada no Mar Negro.
A Turquia vai destacar, em Paris, a prioridade estratégica de manter a segurança no Mar Negro durante a reunião sobre a Ucrânia, afirmou uma fonte do Ministério das Relações Exteriores turco nesta segunda-feira. O objetivo é evidenciar a necessidade de ações concretas para encerrar o conflito.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, deve participar do encontro, que foi convocado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e reúne mais de 30 países, liderados pela Grã-Bretanha e pela França. A Turquia defende resultados práticos nas negociações.
Foco na proposta norte-americana e no papel da coalizão
As discussões em Paris devem analisar partes de uma proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra, além de garantias de segurança para a Ucrânia e o papel da Coalizão. Fidan destacará resultados já obtidos em três rodadas de negociações diretas entre Ucrânia e Rússia, incluindo trocas de prisioneiros, e reiterará a oferta de Ankara para sediar uma reunião de líderes em conflito.
A Turquia manterá que a segurança no Mar Negro é uma prioridade estratégica e retomará a posição de que o bloco internacional deve buscar passos mensuráveis para a redução de tensões. O país tem mantido relações cordiais com Moscou e Kyiv, oferece apoio militar à Ucrânia, mas não aderiu às sanções ocidentais contra a Rússia.
O governo Ankara tem alertado sobre a escalada recente na região, com ataques a navios russos e turcos, além de danos a portos ucranianos. Guarda também que drones entraram em espaço aéreo turco, com queda de uma unidade perto de Ancara.
O presidente Tayyip Erdogan mencionou, na semana passada, que deve tratar de diversas questões com Donald Trump em telefonema na segunda-feira, incluindo assuntos relacionados à guerra Rússia-Ucrânia.
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