- Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram presos em uma operação de madrugada em um complexo próximo a Caracas no fim de semana.
- Maduro deve se apresentar na corte federal em Manhattan nesta segunda-feira à tarde, para responder a acusações de drogas e armas.
- A ação penal afirma que Maduro liderou um governo corrupto que protege atividades ilegais, incluindo tráfico de cocaína; o filho dele e outras três pessoas também são citados nas acusações.
- O ataque à Venezuela durante a intervenção militar dos EUA deixou pelo menos quarenta pessoas mortas, segundo o New York Times.
- As operações dos EUA incluíram bloqueio naval e sanções a navios petroleiros venezuelanos; Trump disse haver planos de controle sobre o setor de petróleo do país.
Nicolás Maduro, ex-presidente venezuelano, deverá comparecer nesta segunda-feira à Justiça federal de Manhattan, nos EUA, para responder a acusações de tráfico de drogas e de armas. A detenção ocorreu no fim de semana durante operação de forças especiais americanas em Caracas. A ação envolve também a esposa do ex-ocupante do Palácio de Miraflores, Cilia Flores.
Os documentos de acusação afirmam que Maduro liderou um governo considerado corrupto e ilegítimo, que, por décadas, teria usado o poder estatal para proteger atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas. O caso também cita o envolvimento de um filho do ex-presidente e de mais três pessoas.
A captura ocorreu após meses de pressão dos EUA, incluindo ataques a embarcações associadas ao tráfico de drogas. O governo americano chegou a impor bloqueios e sanções que impactaram a economia venezuelana, com efeito sobre empresas estatais e o setor de petróleo.
A investigação menciona ainda golpes e ações que ampliaram a pressão sobre Caracas, enquanto autoridades norte-americanas sinalizam intenção de manter controle diplomático e estratégico na região. Executivos e autoridades venezuelanas não comentaram oficialmente o andamento do processo.
Desdobramentos e contexto
Washington sustenta que a operação visa coibir atividades ilícitas e desestabilizar o regime. Parlamentares e analistas discutem a legalidade das ações no âmbito do direito internacional e das leis norte-americanas. A situação envolve tensão entre EUA e governo venezuelano há anos.
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