- União Europeia publicou neste domingo um comunicado, após mais de um dia e meio de negociações, pedindo evitar escalada e buscar uma saída pacífica na Venezuela, em contexto da remoção de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos.
- O texto é assinado pela alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, e por 26 Estados‑membros; Hungria não assinou.
- A mensagem ressalta o respeito ao direito internacional e menciona responsabilidade especial de membros do Conselho de Segurança da ONU, sem detalhar medidas contra Washington.
- Espanha atuou para endurecer o tom, enquanto Itália recebeu concessões ao mencionar combate à criminalidade organizada transnacional e ao tráfico de drogas, alinhando-se ao argumento de Washington.
- A União Europeia afirma manter contato próximo com os EUA e parceiros internacionais para facilitar o diálogo e buscar uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica liderada pelos venezuelanos, incluindo a libertação de presos políticos.
O anúncio da UE sobre a crise venezuelana saiu neste domingo, após mais de 24 horas de negociações. O texto foi assinado por 26 Estados membros, com a Hungria deixando clara a sua ausência. A alta representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, apresentou o comunicado final.
O documento enfatiza a defesa do direito internacional e a necessidade de evitar escalada, buscando uma saída pacífica para a crise. Também reconhece a responsabilidade especial de membros do Conselho de Segurança da ONU na defesa dos princípios da Carta das Nações Unidas.
Signatários e contexto
Entre os signatários, destacam-se 26 Estados europeus com posição comum de apoiar a solução negociada. A Hungria não integrou o texto, mantendo posição divergente em relação a ações externas recentes contra Nicolás Maduro.
Conteúdo e implicações
A mensagem reforça o diálogo entre Estados Unidos, aliados regionais e demais partes envolvidas, com foco em uma solução democrática liderada pelos venezuelanos. O comunicado reiterou o compromisso de cooperação para enfrentar desafios como violência e tráfico transnacional.
Reações e alinhamentos
Fontes espanholas indicam que o país pressionou para endurecer o tom em defesa do direito internacional. Itália também recebeu referência no texto, sugerindo alinhamentos com ações de segurança, sem justificar intervenções externas. A UE mantém o contato com EUA e parceiros para facilitar negociações.
Demandas ao governo venezuelano
O texto final também pede a liberação de presos políticos e a retomada de um ambiente favorável ao diálogo. A União Europeia afirma buscar uma solução negociada, pacífica e inclusiva, sem incorrer em julgamentos sobre atores externos.
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