- A União Europeia afirmou que os princípios do direito internacional devem ser respeitados na Venezuela e que a vontade do povo venezuelano precisa prevalecer.
- O comunicado teve apoio de 26 de 27 estados-membros; a Hungria não assinou.
- O texto pediu contenção de todas as partes e uma solução pacífica, defendendo uma transição democrática conforme a vontade popular.
- Também destacou o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, com cooperação respeitando o direito internacional, a integridade territorial e a soberania.
- Maduro está detido em um centro em Nova York e aguarda audiência na segunda-feira por acusações de narcoterrorismo; ele nega envolvimento.
A União Europeia afirmou que os princípios do direito internacional devem ser observados na Venezuela e que a vontade do povo venezuelano precisa ser respeitada. A declaração foi publicada em Bruxelas neste domingo, com apoio de 26 dos 27 Estados-membros; apenas a Hungria não assinou.
Segundo a UE, a Carta das Nações Unidas e o direito internacional permanecem as bases para a segurança internacional, devendo os membros do Conselho de Segurança da ONU cumprir com suas responsabilidades nesse contexto. A mensagem também defenderia uma transição democrática conduzida pela população venezuelana.
A nota conjunto reiterou o apelo para contenção de todas as partes e a busca de uma solução pacífica. A UE classificou Maduro como sem legitimidade democrática e defendeu um caminho de resolução que respeite a vontade popular.
Na prática, o texto também sublinha a prioridade de enfrentar crime organizado e tráfico de drogas por meio de cooperação internacional, sempre respeitando soberania e integridade territorial.
Maduro encontra-se numa prisão de Nova York, aguardando audiência no tribunal nesta segunda-feira sobre acusações de drogas. O governo venezuelano contesta as alegações, mantendo a oposição sem concordar com o que chamou de arbitrariedades.
A UE afirmou manter contato próximo com os Estados Unidos e demais parceiros para tratar do tema e buscar soluções de estabilidade regional, sem interferir na soberania venezuelana.
A ausência da Hungria na assinatura de 26 membros gerou questionamento sobre o alinhamento entre os países europeus em relação ao episódio que envolve a retirada de Maduro. O governo húngaro não comentou oficialmente o motivo da não participação.
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