- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu a Donald Trump que pare de ameaçar tomar a Groenlândia.
- Trump disse à The Atlantic que “we need Greenland, absolutely” para defesa.
- Frederiksen afirmou que os EUA não têm direito de anexar território do reino dinamarquês e exigiu o fim das ameaças.
- O gabinete da Groenlândia não respondeu de imediato; já havia tensões anteriores relacionadas ao tema.
- A Groenlândia é território autônomo dinamarquês com posição estratégica entre Europa e América e rica em minerais, tema que envolve interesses dos EUA.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pediu a Donald Trump que cesse as ameaças de tomar a Groenlândia. O comentário veio após o presidente dos EUA reiterar, em entrevista à The Atlantic, o desejo de adquirir a ilha.
Frederiksen afirmou que não faz sentido falar em anexação, destacando que os EUA não têm direito de incorporar partes do Reino da Dinamarca. A líder dinamarquesa reforçou que Groenlândia é território dinamarquês e não está à venda.
O gabinete groenlandês não respondeu de imediato a pedidos de comentário, fora do horário comercial. A tensão seguia após debates anteriores sobre o interesse americano na ilha ártica.
Contexto estratégico
Trump nomeou, em 21 de dezembro, Jeff Landry como enviado especial à Groenlândia, intensificando as críticas de Dinamarca e Groenlândia. A ilha Atlântica possui posição geográfica estratégica entre Europa e América do Norte.
Além da importância militar, o território abriga recursos minerais de grande interesse humano e empresarial. A Groenlândia desfruta de autogoverno desde 2009, mas depende de subsídios dinamarqueses para sustentar muitos serviços.
O tema volta a colocar em evidência o relacionamento entre Washington, Copenhague e a Groenlândia, com investigações sobre defesa ártica e cooperação econômica no centro das discussões.
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