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Brasil e 5 países acusam EUA de violar direito internacional na Venezuela

Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai denunciam ações militares dos EUA na Venezuela por violação do direito internacional e pedem diálogo sem ingerência

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Fotos: Saul Loeb e Federico Parra/AFP
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  • Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai publicaram nota conjunta expressando profunda preocupação com ações militares dos EUA na Venezuela.
  • O texto afirma que tais ações contrariam princípios do direito internacional, como a proibição do uso da força e o respeito à soberania.
  • Os signatários pedem solução da crise venezuelana por meio do diálogo, negociação e sem ingerência externa, defendendo um processo político inclusivo liderado pelos venezuelanos.
  • A nota não cita nominalmente Estados Unidos ou o ex-presidente Donald Trump.
  • Os governos destacam preocupação com qualquer tentativa de controle de recursos naturais ou estratégicos por forças externas, considerada incompatível com o direito internacional.

Em nota conjunta publicada neste domingo 4, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai expresseram profunda preocupação com as ações militares ocorridas na Venezuela e com a captura de autoridades no país, ressaltando que tais medidas contrariam princípios do direito internacional.

Os signatários reforçaram que a solução da crise venezuelana deve ocorrer por meio do diálogo, da negociação e do respeito à soberania e à vontade da população, sem ingerência externa. O documento enfatiza que apenas um processo político inclusivo pode promover uma solução democrática e estável.

A nota não menciona nominalmente os EUA nem o nome de lideranças específicas, mas critica a intervenção unilateral. Afirmou ainda que qualquer tentativa de controle externo de recursos naturais ou estratégicos é incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade regional.

De acordo com o texto, a comunidade internacional tem obrigação de evitar ações que escalem tensões e comprometam a segurança regional. Os governos signatários defendem uma transição pacífica, liderada pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, com participação ampla da sociedade.

A nota também aborda a fala de autoridades estrangeiras sobre gestão de recursos na Venezuela, reiterando que tais declarações promovem ingerência e geram riscos à ordem internacional. O objetivo é assegurar um caminho de solução que preserve soberania e dignidade do povo venezuelano.

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