- Polícia de Uganda prendeu Sarah Bireete, advogada e diretora executiva do Centre for Constitutional Governance (CCG), conhecida crítica ao governo, pouco antes das eleições de quinze de janeiro.
- A polícia informou, em postagem na plataforma X, que ela está em custódia e será apresentada ao tribunal, sem indicar data.
- Bireete tem criticado ações do governo, incluindo detenções e tortura de apoiadores da oposição, segundo o CCG.
- A eleição coloca o presidente Yoweri Museveni, no poder desde 1986, contra o músico Bobi Wine, líder do National Unity Platform; o partido afirma que centenas de membros foram detidos neste ano.
- Organizações internacionais, como a ONU, já fizeram observações sobre o aumento da repressão à oposição na Uganda, com mais de 550 simpatizantes do NUP detidos ao longo do ano.
O policial de Uganda deteve a ativista de direitos humanos Sarah Bireete, em meio a uma intensificação da repressão a dissidentes antes das eleições gerais de 15 de janeiro, conforme anúncio das autoridades.
Bireete é diretora executiva do Centro para Governança Constitucional (CCG) e conhecida comentarista anti-governo em veículos locais. O comunicado nas redes sociais da polícia afirmou que ela está sob custódia e deverá ser apresentada à Justiça posteriormente, sem detalhar data ou acusações.
A detenção acontece num contexto de críticas vivas a ações do governo, incluindo detenções e alegações de tortura envolvendo apoiadores da oposição. O CCG não respondeu de imediato ao pedido de comentário.
Contexto da eleição e repressão
A eleição enfrenta o presidente de longa data Yoweri Museveni, 81, no poder desde 1986, contra o líder populista Bobi Wine, de 43 anos. Wine lidera o Partido da Unidade Nacional, que afirma que centenas de seus membros foram detidos neste ano, inclusive durante as campanhas.
A ONU já havia destacado o que chamou de aumento da repressão à oposição, com centenas de detenções de apoiadores do NUP reportadas até o momento. Outros oposicionistas relevantes permanecem presos ou sob acusações, sinalizando um ambiente de medo entre críticos do governo.
Relatos sobre agressões a apoiadores durante comícios também foram mencionados, enquanto as autoridades prometem investigações, sem conclusão pública até o momento. A cobertura é baseada em informações divulgadas pela Reuters.
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