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Ucrânia e UE descartam alegação de ataque à residência de Putin

UE e Ucrânia negam ataque com drone à residência de Putin, chamando a acusação russa de desinformação que pode atrapalhar negociações de paz

The remains of a drone, which, according to the Russian Defence Ministry, was downed during the repelling of an alleged Ukrainian attack on the Russian presidential residence in the Novgorod Region, in an unknown location in Russia, in this still image from a video released December 31, 2025. Russian Defence Ministry/Handout via REUTERS
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  • Ucrânia e autoridades europeias rejeitam a alegação da Rússia de que houve ataque com drone à residência de Vladimir Putin, alegação usada para influenciar negociações de paz.
  • O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou que dezenas de drones teriam sido usados e disse que Moscou reavaliaria sua posição nas negociações.
  • Funcionários de segurança dos Estados Unidos teriam concluído que a Ucrânia não visou Putin nem uma de suas residências, segundo o Wall Street Journal; a Reuters não confirmou de imediato.
  • A Ucrânia publicou um briefing para delegações da União Europeia, afirmando que as acusações russas visam sabotar acordos feitos após reunião entre Donald Trump e Volodymyr Zelenskiy.
  • A defesa russa divulgou vídeo alegando detalhar o ataque, enquanto a Ucrânia contesta as imagens e diz que não houve ataque.

Ucrânia e autoridades da União Europeia rejeitaram as alegações da Rússia de que houve um ataque com drone ao residência particular do presidente russo, Vladimir Putin. A informação ocorre em meio a negociações de paz lideradas pelos EUA e com impacto nas expectativas para o início do próximo ano.

Segundo Moscou, dezenas de drones teriam sido lançados contra a residência em uma região norte da Rússia, o Novgorod. A defesa russa afirmou ter abatido a maioria dos drones e mostrou vídeos para sustentar a versão oficial.

Ucrânia e aliados europeus afirmam não haver evidências de que Kiev tenha executado o ataque. Kyiv descreveu a acusação como parte de uma campanha de desinformação destinada a atrapalhar avanços diplomáticos entre Kiev e Washington após reunião entre líderes.

Reação internacional e contexto diplomático

Pelo lado ocidental, o risco de romper acordos de paz foi colocado como condição potencial das acusações. As declarações russas foram recebidas com ceticismo por autoridades ocidentais, que pedem provas independentes.

Autoridades americanas, citadas pela imprensa, indicaram que não houve confirmação de ataque a Putin ou a residências associadas, com relatos de avaliações da CIA em estudo prévio. Comentários oficiais não foram imediatamente disponibilizados.

O líder norte-americano em janeiro expressou inicialmente simpatia à acusações russas, mas, ao longo da semana, manifestou ceticismo em redes sociais, sugerindo que a Rússia pode estar pressionando para influenciar as negociações.

Versões russas e críticas de Kiev

A defesa russa divulgou imagens de um suposto drone abatido e descreveu detalhes do suposto ataque. Kyiv negou veementemente a ação, chamando as alegações de manobra de desinformação destinada a fragilizar o apoio ocidental.

A chefe da diplomacia da UE, em breve comentário, chamou as acusações de distração deliberada, enfatizando que não se pode aceitar alegações sem fundamento de um agressor que tem atacado infraestrutura civil desde o início do conflito.

Envolvimento local e relatos contraditórios

Autorizados próximos a Putin relataram que radares e caças teriam interceptado drones, mas moradores da região reportaram não ter ouvido defesas aéreas na noite do suposto ataque. As informações oficiais russas apresentaram números divergentes sobre o total de drones interceptados.

Ainda que haja divergência entre as fontes, as atenções permanecem voltadas para a verificação independente das informações e para o desdobramento das negociações em curso, com esperanças de manter o foco na resolução do conflito.

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