- Quase 60 deputadas, incluindo a primeira-ministra Sanae Takaichi, apresentaram uma petição pedindo mais sanitários femininos no Diet para acompanhar o aumento da representatividade.
- A petição foi entregue a Yasukazu Hamada, presidente da comissão de regras e administração da Câmara Baixa.
- Atualmente, a Câmara tem apenas um banheiro com dois cubículos para 73 mulheres, no plenário, enquanto o prédio foi concluído em 1936.
- A participação feminina na Câmara está em crescimento, mas Japão ainda figura entre os países com menor igualdade de gênero; a meta governamental é ter pelo menos 30% de mulheres nos mandatos legislativos.
- A petição é vista como sinal de avanços, mas também da persistente desigualdade de gênero no país e em áreas como negócios e mídia.
Quase 60 deputadas, incluindo a primeira-ministra Sanae Takaichi, apresentaram uma petição pedindo mais sanitários para mulheres no Diet, o parlamento japonês. A entrega ocorreu ao presidente da comissão de regras e administração da Câmara, Yasukazu Hamada, no início deste mês. O pedido visa acompanhar o aumento da representação feminina no Legislativo e melhorar as condições no prédio em Tóquio.
A demanda destaca que, no plenário da Câmara, há apenas um banheiro feminino com duas cubas para atender 73 deputadas. Segundo relatos da imprensa, o complexo inteiro da Câmara baixa conta com 9 instalações femininas, somando 22 cabines, enquanto os sanitários masculinos são mais numerosos. A petição foi assinada por 58 parlamentares de diferentes siglas.
A deputada Yasuko Komiyama, da oposição, afirmou que há longas filas antes das sessões. A pedido, a petição foi entregue por deputadas de diversas legendas, enfatizando a necessidade de infraestrutura para refletir a maior presença feminina.
Progresso e metas de representação
O contexto mostra avanço gradual das mulheres na política japonesa, ainda assim com desigualdades persistentes. O Parlamento registra 72 das 465 vagas na Câmara baixa e 74 das 248 vagas na Câmara alta ocupadas por mulheres, números que contrastam com a meta governamental de pelo menos 30% de representantes do sexo feminino no Legislativo.
Sanae Takaichi, que apoiou reformas para maior equilíbrio de gênero, tornou-se primeira-ministra em outubro passado. Apesar disso, o governo manteve uma composição ministerial predominantemente masculina, com apenas três mulheres entre 19 ministros escolhidos.
A demanda por mais sanitários femininos é apresentada como símbolo de progresso institucional e, ao mesmo tempo, de insuficiências na igualdade de gênero no país. A deputada Komiyama destacou a importância de ampliar a participação feminina em outras áreas da vida pública.
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