- A partir de janeiro, Tonga passa a enfrentar restrições parciais de entrada nos Estados Unidos, com vistos emitidos apenas em circunstâncias excepcionais.
- Tonga é o único país da região Pacífico incluído na lista de 15 nações sujeitas a restrições parciais de visto.
- A decisão é justificada pelo governo americano pela alta taxa de overstaying entre tonganeses, que atinge mais de 14% em algumas categorias de visto.
- A diáspora tongan nos EUA é estimada em cerca de 70 mil, com um total de cerca de 150 mil tonganeses vivendo fora do país; impactos afetam estudantes e trabalhadores já nos EUA.
- Reações de líderes comunitários e políticos foram de preocupação e críticas, alegando discriminação e apontando impactos desproporcionais às comunidades do Pacífico.
Tonga animou o debate sobre imigração ao entrar na lista de 15 países com restrições parciais de visto a partir de 1º de janeiro. A decisão faz parte de uma ofensiva de endurecimento da administração dos EUA contra a entrada de estrangeiros, justificada pela necessidade de proteger a segurança nacional e a segurança pública.
O governo tongan diz que a medida atinge uma nação menor, com cerca de 100 mil habitantes, e que as regras, embora classificadas como parciais, limitam a emissão de vistos a circunstâncias excepcionais. A medida acrescenta que países com altos índices de permanência irregular de visitantes serão alvo de controles mais rígidos.
Dados do governo americano apontam que a taxa de overstays entre Tongans em alguns tipos de visto supera 14%. Além disso, a diáspora tongan fica entre as maiores entre as pequenas nações, estimando-se cerca de 70 mil tongan nos EUA, com foco principal em San Francisco e Salt Lake City. No total, há aproximadamente 150 mil tongans vivendo fora do Togo.
Reações e perspectivas
Líderes comunitários e políticos tonganeses expressaram preocupação com o impacto das restrições. Representantes argumentam que Tongas não representam ameaça à segurança dos EUA e destacam vínculos históricos e culturais entre Tonga, as ilhas do Pacífico e o território norte-americano, sobretudo no Havaí.
Senadores e autoridades locais também criticaram a medida, afirmando que ela penaliza comunidades do Pacífico e evidencia um tratamento desproporcional a povos de origem polinésia. Grupos tonganeses na Nova Zelândia e em outras partes da diáspora costumam reiterar que muitos cidadãos já vivem nos EUA há décadas e que as restrições afetam estudantes, trabalhadores e famílias.
Entre na conversa da comunidade