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5 dados reveladores sobre guerras ao redor do mundo em 2025

2025 registra recorde de violência contra civis, com mais de 56 mil incidentes; deslocamentos chegam a 117 milhões e gasto militar global atinge 2,7 trilhões de dólares

A computer-edited graphic shows two people standing on top of a mound of debris, one of them waving in a flag. In the background, a soldier in combat fatigues perches on top of a tank.
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  • Em 2025, os conflitos globais se mantêm elevados, com guerras longas em curso e novos confrontos surgindo no Hemisfério Ocidental; ataques dos EUA próximos à América Latina e disputas fronteiriças entre Camboja e Tailândia seguem acirrados.
  • Mais de cinqüenta e seis mil incidentes de violência contra civis foram registrados em 2025, com grupos armados não estatais responsáveis por boa parte dessas ações e por 59% das fatalidades civis; ataques estatais também contribuíram para o total.
  • O mundo teve cerca de 831 milhões de pessoas expostas a conflito em 2025; até junho de 2025, havia mais de 117 milhões de deslocados, incluindo 42,5 milhões de refugiados e 67,8 milhões de deslocados internamente.
  • As despesas militares globais chegaram a 2,7 trilhões de dólares em 2024, quinto crescimento anual consecutivo; os Estados Unidos lideraram com 997 bilhões, seguidos por China e Rússia, refletindo maior investimento em defesa.
  • Até 1º de dezembro de 2025, 67 jornalistas foram mortos no mundo, com quase metade das vítimas ocorrendo em Gaza, destacando os riscos crescentes para a imprensa em zonas de conflito.

O conflito global segue em alta. Em 2025, combates persistem em diversas regiões, com guerras longas, novos focos no Hemisfério Ocidental e tensões na fronteira entre países como Camboja e Tailândia. A violência alcança civis, e a instabilidade dificulta negociações de paz.

Dados compilados por organizações internacionais apontam o peso humano e financeiro dessas guerras. Ao todo, mais de 56 mil incidentes de violência contra civis foram registrados em 2025, o maior nível dos últimos cinco anos. A maior parte dessa violência teve origem em grupos armados não estatais.

A guerra na Ucrânia permanece ativa, com Moscou intensificando ataques contra Kyiv e buscando ampliar território. Enquanto isso, o conflito entre Israel e Hamas no Gaza permanece frágil, com milhares de mortos desde o cessar-fogo. Na região de Darfur, no Sudão, a violência civil deslancha uma das maiores crises humanitárias.

Impacto humano e deslocamento

Civis seguem como principal alvo, representando a maior parte das fatalidades. Em 2025, ataques de forças estatais contribuíram com 35% dos incidentes violentos contra civis, um aumento significativo desde 2020. Aproximadamente 831 milhões de pessoas estiveram expostas ao conflito em todo o mundo.

O deslocamento também cresce. Em junho de 2025, o total de pessoas deslocadas alcançava mais de 117 milhões, com 42,5 milhões de refugiados e 67,8 milhões deslocados internamente. Dados da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) mostram a tendência contínua de deslocamento forçado.

Evolução do gasto militar e atuação internacional

Os gastos globais com defesa atingiram 2,7 trilhões de dólares em 2024, conforme relatório do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). O valor representa o maior crescimento anual desde 1988 e sinaliza investimentos amplos em capacidades militares.

Os Estados Unidos continuam como maior financiador militar, com 997 bilhões de dólares, equivalente a 37% do total mundial. Em seguida aparecem China, Rússia e Alemanha, com participações crescentes, refletindo uma defesa mais fortalecida na Europa e em outras regiões.

Contexto regional e cenários

O aumento de gastos e a percepção de risco de spillover impulsionam ações na Europa, com incursões de drones e aeronaves russas no espaço aéreo de estados da OTAN. A aliança pretende elevar o gasto mínimo de defesa para 5% do PIB, metas a serem alcançadas ao longo da próxima década.

Apesar de alguns países terem inicialmente resistido, o contingente da OTAN sinalizou apoio ao esforço de reforço militar. A expansão de gastos reflete preocupações com a segurança regional diante de conflitos na Rússia, Gaza e Sudão, entre outros focos de tensão.

Jornalismo em zonas de conflito e segurança de profissionais

O período é marcado pela elevada periculosidade para jornalistas. Dados indicam que, em 2025, 67 jornalistas foram mortos em todo o mundo até dezembro, com quase metade das mortes ocorrendo em Gaza. Entidades de direitos humanos apontam para ataques direcionados a jornalistas.

Relatórios destacam que o Gaza war se tornou um dos cenários mais perigosos para a imprensa, superando carnês históricos de violência contra profissionais de comunicação. Observatórios apontam aumento de riscos para equipes de reportagem em zonas de conflito.

Observações finais

Organizações internacionais indicam a necessidade de medidas para proteger civis, facilitar ajuda humanitária e manter canais diplomáticos de negociação. A magnitude dos números de 2025 sugere que o mundo enfrenta desafios estruturais na prevenção de conflitos e na proteção de quem está no terreno.

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